A partir da leitura do livro Apocalípticos e Integrados, clássico de Umberto Eco, proponho-me a publicar por aqui breves notas - quem sabe aproveitáveis em futuros trabalhos acadêmicos. Começando...
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29 de junho de 2017
15 de março de 2014
Para debater livros, cultura e memória - III
Última parte da coletânea de trechos curtos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de U.Eco, J.C.Carrière e J.P.Tonnac, para fomentar o debate sobre cultura, livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.
"O Mahabharata é a primeira obra escrita. A história moderna do livro também começa com uma bíblia."
(J.C.Carrière)
"Atravessamos uma época complexa, incerta, em que o primeiro dever de todos, sem dúvida, na medida do possível, é estimular as trocas entre os saberes, as experiências, os pontos de vista, as esperanças, os projetos."
(J.C.Carrière)
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5 de março de 2014
Para debater livros, cultura e memória - II
Seguimos apresentando pequenos trechos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de U.Eco, J.C.Carrière e J.P.Tonnac, para fomentar o debate sobre cultura, livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.
"O que a internet nos fornece na verdade é uma informação bruta, sem nenhum discernimento, ou quase isso, sem controle das fontes ou hierarquização. Ora, todos nós precisamos não apenas verificar, como dar sentido, isto é, organizar, colocar seu saber num momento do seu discurso. Mas segundo que critérios?" - J.C.Carrière
"Estávamos convencidos de que, com a globalização, todo mundo pensaria da mesma forma. Temos um resultado contrário sobre todos os aspectos: (a globalização) contribui para o esfacelamento da experiência comum." - U.Eco
"Quando você se contenta em aplicar as regras, toda surpresa, todo brilho, toda inspiração se evapora. É a lição que tento passar, às vezes, aos jovens cineastas: ´Vocês podem continuar a fazer filmes, isso é relativamente fácil, e esquecer de fazer cinema.' " - J.C.Carrière
"Quando o Estado é excessivamente poderoso, a Poesia se cala." - U.Eco
"Talvez tenhamos saboreado na escola uma literatura demasiadamente filtrada e, por esse motivo, carente de sabores impuros." - J.C.Carrière
"O livro é como a roda. Uma vez que você o inventou, não pode ir mais longe." - U.Eco
"Shakespeare sem sua obra não seria ninguém. A obra de Shakespeare sem Shakespeare permaneceria a obra de Shakespeare." - J.C.Carrière
"Estávamos convencidos de que, com a globalização, todo mundo pensaria da mesma forma. Temos um resultado contrário sobre todos os aspectos: (a globalização) contribui para o esfacelamento da experiência comum." - U.Eco
"Quando você se contenta em aplicar as regras, toda surpresa, todo brilho, toda inspiração se evapora. É a lição que tento passar, às vezes, aos jovens cineastas: ´Vocês podem continuar a fazer filmes, isso é relativamente fácil, e esquecer de fazer cinema.' " - J.C.Carrière
"Quando o Estado é excessivamente poderoso, a Poesia se cala." - U.Eco
"Talvez tenhamos saboreado na escola uma literatura demasiadamente filtrada e, por esse motivo, carente de sabores impuros." - J.C.Carrière
"O livro é como a roda. Uma vez que você o inventou, não pode ir mais longe." - U.Eco
"Shakespeare sem sua obra não seria ninguém. A obra de Shakespeare sem Shakespeare permaneceria a obra de Shakespeare." - J.C.Carrière
2 de março de 2014
Para debater livros, cultura e memória - I
Esta postagem visa apresentar trechos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de Umberto Eco, Jean-Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonnac. Nosso intuito é, a partir disso, fomentar o debate sobre livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.
"O que chamamos Cultura é na realidade um longo processo de seleção e filtragem. Coleções inteiras de livros, pinturas, filmes, HQs, objetos de arte foram assim açambarcadas pela mão do inquisidor, ou desapareceram nas chamas, ou se perderam por simples negligência. Era a melhor parte do imenso legado dos séculos precedentes? Era a pior? Nesse domínio da expressão criadora, recolhemos as pepitas ou a lama?" - J.P.Tonnac
"Sempre que surge uma nova técnica (...) ela se pretende orgulhosa e única (...) como se preparasse para varrer tudo que a precedeu (...) ao passo que, na realidade, é o contrário que acontece. A técnica não é de forma alguma uma facilidade." - J.C.Carrière
Nada mais efêmero do que os suportes duráveis - Este é um dos temas centrais do livro (e título de um capítulo). A incessante aceleração da produção de novidades tecnologias leva a chamar de obsoleto algo que era novo "no trimestre anterior".
O problema se aplica até mesmo às coisas mais banais. Anos atrás, sob o título "Vale a Pena Ver de Novo", uma emissora de TV reprisava telenovelas de décadas passadas. Agora as novelas reprisadas são aquelas produzidas 3 ou 4 anos atrás. São as novas antiguidades!
Por sinal, enquanto compilo estas notas, acabo de jogar no lixo 2 cds que se tornaram obsoletos em menos de 5 anos: traziam softwares irremediavelmente ultrapassados.
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| (J.C.Carrière, in "Não contem com o fim do livro", RJ: Record, 2010) |
- Se agora dispomos de tudo sobre tudo, sem filtragem, de uma soma ilimitada de informações acessíveis em nossos monitores, (...) o que nos restará para conhecer? (...) O que devemos aprender ainda? (Carrière)
- A arte da síntese. (Eco)
Segundo Eco, caminhamos rapidamente para o ponto em ninguém mais será confiável. Isso porque todos poderão ter feito suas publicações baseados ao menos parcialmente na internet, que mistura verdades e mentiras com a mesma profusão: "Tudo ficará "sujeito à confirmação".
"O saber é tudo com que somos entupidos e que nem sempre tem uma utilidade. O conhecimento é a transformação de um saber numa experiência de vida. (...) Só nos resta - que consolo - a inteligência" - J.C.Carrière
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Umberto Eco
3 de janeiro de 2013
Aos professores
A certa altura do livro "A Misteriosa Chama..." (Umberto Eco), o personagem principal pergunta como foi possível mudar tanto em apenas 9 meses, adquirindo consciência crítica.
A resposta, no livro:
"Simplesmente porque mudou de professor. Um novo professor pode liberar o espírito crítico que um outro não permitia que se desenvolvesse."
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