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3 de janeiro de 2013

12 de abril de 2012

Sobre o fazer artístico atual

(para Jair Alves e os Macunaímicos, com um abraço)

   Acompanhando debates recentes e importantes no Portal Macunaíma, atrevo-me a fazer aqui uma breve lista do que considero fundamental pra gente que trabalha com arte:
1) Respeito ao público (antes, durante e após o espetáculo);
2) Estar aberto a sugestões (generosidade no falar e no ouvir);
3) Tentar exercitar pensamento-e-prática que possam ir além das (surradas) dicotomias: “erudito x popular”, “palco x rua” etc. Há o que apreender (e aprender, mesmo) nos diversos campos.
   Exemplifico: como escritor de cordel, busco aprender e apreender tanto com a mordacidade de um Leandro Gomes de Barros quanto com o lirismo de um Drummond. Não contraponho um a outro, nem me interesso muito em calcular um eventual “índice de revolução” na obra de cada um deles.
   Por sinal, preparem-se para um “choque de realidade”. Prontos? Aqui vai: Michel Teló (Ai, se eu te pego... te quebro a cara) já entrou na parada de sucessos dos States! Azar dos americanos: é o contra-ataque da mediocridade brazuca.
   Por que trago isto aqui? Porque este fato da vida real, por incrível que pareça, aponta um possível caminho para nós:

Busquemos uma Revolução da Qualidade!

   Vamos levar sonetos e música medieval para as nossas feiras, e cordel para os colégios e universidades! A qualidade será nossa bandeira.
   Sejamos intransigentes no respeito à vida e à arte. Viva a Revolução...

28 de dezembro de 2010

Lunatus Ensemble Medieval

O Lunatus Ensemble Medieval:
músicos, amigos e apaixonados pela Idade Média

Por que parou? Parou por que? Às vésperas de 2011, essa é a pergunta que me faço. Anos depois da última apresentação do Lunatus Ensemble Medieval, recebi um email que me levou de volta à paixão eterna: Idade Média. O Lunatus dedicava-se a apresentar música medieval (principalmente dos sécs.XIII-XIV) com réplicas de instrumentos de época, mesclando textos e música instrumental e vocal do período. E acrescentando os improvisos e o bom humor do grupo (como dizia o Lucas, "se o Clemencic faz, vocês podem fazer").
Participar do Lunatus foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Por isso, minha fé no retorno do grupo só encontra paralelo na busca do reino do Preste João por Baudolino, personagem de Umberto Eco.
Surpreendentemente, descobri que parte do sítio do Lunatus persiste na internet, tal como estava em 2001. Segue a ligação para a página principal:

Fuçando o sítio, dá pra ler comentários recolhidos no período 1997-2000 e, melhor: a crítica de Gilberto Mendes sobre o grupo:

Estou retomando leituras sobre a Idade Média, na intenção declarada (e, agora, pública) de difundir a lírica medieval por aqui.