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12 de maio de 2020

Panorama da Pandemia (com foco no Brasil)


Algumas observações sobre a pandemia COVID19 no Brasil:

1) Em todos os países, espera-se uma curva com formato de sino para o número de casos diários;

2) Esse sino tende a ser simétrico; assim, quanto mais demora pra subir, mais demora pra descer;

3) Em vários países, temos BOA margem de segurança para prever, pois a curva de casos diários já está descendo;

4) Mas (e esse é 1 grande "mas"), na segunda semana de maio, a curva de casos diários no Brasil parece ainda estar subindo

5) Deste modo, ainda não dá pra saber exatamente quando desce ou quando "acaba". Se parar de subir agora, com 2 meses de COVID19 comprovadamente no Brasil, a tendência é que a situação esteja controlada no início de julho.

6) No entanto, nossa grande questão no momento é saber "até onde isso a COVID19 vai crescer e se espalhar aqui no Brasil?"

7) Minha dica (não é previsão, só dica mesmo) é olhar atentamente a curva dos EUA...

8) Estamos umas 3 semanas atrasados em relação aos EUA. Assim, quando começar a cair o contágio por lá, estará se aproximando também a redução aqui, mas com essas 3 semanas de atraso.

Há muitas diferenças entre os 2 países, no entanto:

1) Somos MELHORES do que eles em termos de Saúde Pública - O SUS aqui é BEM melhor que o sistema deles...!
2) Por outro lado, a chegada do frio nos prejudica (enquanto eles estão saindo da pior época em termos de clima, nós estamos chegando)

Sigamos atentos. Siga em casa o máximo de tempo possível.

Paulo Barja

1 de janeiro de 2014

Obrigação & Proibição (pra se pensar)


Dois relatos pessoais, bem simples: 

1) quando meu pai me obrigou a estudar um ano de piano, ele não me colocou alternativa... ele simplesmente me proibiu de faltar às aulas no primeiro ano. Depois, eu poderia fazer o que quisesse, foi esse o trato. Isso faz dele um mau pai?

2) quando minha filha era pequena, criei uma proibição em casa: Xuxa, nunca! Nem TV, nem cd, nem dvd... nem nas festinhas de buffet pagas por mim... isso faz de mim um mau pai?

Quero com isso relativizar as ideias de que “toda proibição é burra” e “toda obrigação é opressora” – nem sempre, acho... “Disciplina é liberdade”, como dizia Renato Russo, guru pop de (mais de) uma geração. Pois é...
P. R. Barja

P.S.: 1) hoje adoro música e não consigo pensar minha vida longe do piano; 2) a menina que foi proibida de ouvir Xuxa e estimulada a ouvir muitas outras coisas hoje é uma apaixonada por ópera...

23 de março de 2012

A Universidade do Vale do Paraíba


É inegável que a UNIVAP vive hoje um momento ímpar de sua história, com o processo eleitoral atualmente em curso. Mais ainda: o momento configura-se como histórico para todo o Vale do Paraíba, pelo papel que a UNIVAP representa e, principalmente, poderá vir a representar, ao ser compreendida e reconhecida pela sociedade, em sua integridade, como “Universidade do Vale do Paraíba”.
Prova da relevância do processo eleitoral na universidade é o interesse manifestado a respeito do tema por muitos, dentro e fora da UNIVAP. Neste ponto, antes mesmo de se conhecer o novo reitor, uma coisa já pode ser dita: a Universidade do Vale do Paraíba é claramente maior que qualquer professor ou ex-professor, aluno ou ex-aluno, reitor ou ex-reitor - e é bom que assim seja.
A UNIVAP não é, nem pode ser, de um grupo. A UNIVAP deve ser da comunidade. Assim, a questão fundamental que deve ser respondida – não apenas pelos candidatos, mas por todos nós – é a seguinte: que universidade queremos? É extremamente importante que se maximize a participação e o envolvimento da população nesta discussão sobre o futuro da Universidade do Vale do Paraíba. Creio que a melhor forma de garantir a ampla participação popular, neste momento, seria um debate público – não uma entrevista ou mera apresentação de currículos, e sim debate mesmo. O jornal “O Vale” poderia promover este debate que, publicado integralmente, certamente ampliaria o alcance da discussão.
Que universidade queremos? Como docente e pesquisador na Universidade do Vale do Paraíba há mais de 10 anos, defendo, como a maioria de meus pares, uma universidade de excelência, com foco total no tripé ensino-pesquisa-extensão. Neste contexto, não se deve em hipótese alguma limitar a discussão a aspectos financeiros, visando simplesmente “aumentar o número de alunos”. E parece consensual a ideia de que não cabe à UNIVAP adotar o modelo de universidades particulares (com todo respeito aos colegas que nelas trabalham) em que a questão “baixo custo” é o diferencial. Isto o Vale do Paraíba já tem. Não podemos abdicar da qualidade e, nesse sentido, fontes alternativas de recursos podem, sim, ser buscadas – garantindo-se que estes recursos sejam investidos integralmente no contínuo aprimoramento do tripé básico da universidade.
Confirmar a vocação da UNIVAP para a excelência acadêmica é, a meu ver, a melhor forma de adquirir sustentabilidade, inclusive através da contínua busca de apoio junto às agências de fomento à pesquisa. O incentivo à participação dos docentes em congressos é outra iniciativa importante. Tudo isso aumenta significativamente o potencial de obtenção de bolsas para alunos na graduação e na pós-graduação. Por sinal, o atual presidente da FVE (mantenedora da universidade) já tem sinalizado um apoio importante à pesquisa, ao conceder bolsas de estudo para alunos da pós-graduação.
Embora dinheiro e/ou financiamento não devam ser o principal foco da discussão sobre o futuro da Universidade do Vale do Paraíba (restringir-se a este aspecto é ter uma visão bastante limitada do próprio conceito de universidade), há um ponto importante que foi bem destacado recentemente por dois dos três candidatos à reitoria: a correção de distorções salariais. Um novo plano de carreira é essencial e sua elaboração deverá ser fruto de um debate democrático que inclua toda a comunidade.
Por fim, como cidadão joseense, espero que o novo momento da UNIVAP também propicie maior interação entre a universidade e a cidade nos mais diversos aspectos – da saúde à cultura, da educação à tecnologia. Assim, a UNIVAP pode ser a universidade comunitária de nossa região – acessível, porém sem abdicar da excelência. É a qualidade, aliada a uma visão de formação para a sociedade, que trará cada vez mais bolsas de ensino para formação integral de nossos alunos – cumprindo, assim, a missão institucional de contribuir para o desenvolvimento do Vale do Paraíba. Creio que deve ser este o compromisso da próxima gestão na reitoria.


Nota: o presente artigo, escrito em 21/03/2012, foi submetido ao jornal "O Vale", que publicou em 25/03/2012 uma versão editada do mesmo, e com título alterado, sem fazer consulta prévia ao autor. Esta é uma razão adicional para que o texto seja mantido aqui na íntegra.

7 de abril de 2011

Fogueira não

quem acende uma fogueira
pra queimar opinião,
além de fazer besteira,
acaba sem ter razão