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25 de julho de 2017

Saúde Pública - Artigo (Revista Univap)

Saiu na Revista Univap (ISSN 2237-1753), v. 22, n. 41 (clique no título para acessar o texto completo):



Uma observação:
mulheres com melhor nível de escolaridade vêm realizando os exames de rastreamento no tempo correto, o que as protege contra o avanço de uma eventual malignidade. 

Uma conclusão:
o acesso aos exames não vem sendo garantido às mulheres em situação de vulnerabilidade social, seja em relação à idade, à cor/raça (menor proporção de mulheres de cor negra e parda)  ou  ao  grau  de  instrução; assim, mesmo no SUS, ainda verifica-se o efeito da desigualdade social.

23 de novembro de 2013

A MELHOR GOIABA

(ou "Desventuras da Elite Acadêmica Paulista em Cuba")

   Situação real vivida num congresso em Cuba, em maio de 2011: participando de um evento científico que envolvia pesquisadores do mundo inteiro, fomos convidados a conhecer fazendas participantes da rede de produção agrícola do governo cubano. Já havíamos visitado centros de pesquisa agropecuária na região de La Habana e estava claro que um dos focos mais importantes da pesquisa cubana era o manejo ecológico / controle biológico das pragas, praticamente zerando o uso de agrotóxicos e pesticidas. A única coisa chata é que, durante a visita, um pequeno grupo de brasileiros da “elite acadêmica paulista” parecia se divertir minimizando os resultados cubanos. Do alto de sua sabedoria ímpar, proferiam julgamentos como:

– Isso é extremamente precário, não funciona, que absurdo! Coisa de quem não tem dinheiro para investir!

   Chegando a uma das fazendas, os organizadores do evento distribuíram goiabas aos congressistas. “Produção local”, diziam, orgulhosos. Mais que depressa, os três ou quatro chatos paulistas começaram a tirar sarro:

– Deve estar cheio de bicho, com certeza tem bicho, cuidado! Procura, que tem bicho aí!

   Que vergonha que eu sentia de ter aquele infelizes como compatriotas: todo mundo saboreava as frutas e eles (3 ou 4 apenas) ali, examinando minuciosamente as goiabas.

   Num certo momento, um deles gritou, exultante:

– Não disse? Achei! Olha aqui, gente, TEM BICHO na goiaba cubana!

   O grupinho se amontoou em cima da goiaba para conferir... e aí rolou o vexame total. Muito sem jeito, um deles confessou:

– Xi, não é bicho não... é um fiapinho da goiaba mesmo...

   Olharam uns pros outros meio sem graça e acabaram comendo as goiabas em silêncio.
Paulo R. Barja