29 de julho de 2012
28 de julho de 2012
27 de julho de 2012
Ciranda de Poesia no Dia do Escritor - registros
(fotos: Brisa Almeida)
| Homenagem cantada a Ruth Guimarães, na abertura |
| Com a amiga e parceira Sônia Gabriel |
| Nasce uma parceria literária, com o poeta Moraes |
| Sessão de fotopoemas |
| Homenagem recebida de Zenilda - obrigado, para sempre! |
Aos poucos, a vida ensina
uma verdade bem boa:
o artista e o professor
são sempre a mesma pessoa
uma verdade bem boa:
o artista e o professor
são sempre a mesma pessoa
P.R.Barja
25 de julho de 2012
24 de julho de 2012
Carta do Leitor (24/07/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 24/07/2012
Exclusão social
Todos temos que cobrar ações efetivas de inclusão social por parte de quem quer que seja o vencedor da eleição em São José dos Campos.
Além disso, em nossas ações e discursos diários, podemos ajudar no processo de inclusão social. Depende de cada um.
Além disso, em nossas ações e discursos diários, podemos ajudar no processo de inclusão social. Depende de cada um.
Paulo Barja
23 de julho de 2012
Eu não quero crescer (versão de P.R.Barja para "I don´t wanna grow up", de Tom Waits)
(fiz essa versão na década de 90, ficou quase 20 anos esquecida na gaveta... segue a primeira gravação)
22 de julho de 2012
Carta do Leitor (22/07/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR,
"O Vale", 22/07/2012
Pinheirinho
Enquanto houver uma única pessoa sem casa em São José, o assunto ainda não acabou. E nos últimos 10 anos, a fila da habitação praticamente dobrou (isso, sem contar as famílias desalojadas no episódio Pinheirinho).
Paulo Barja
Sarau Libertário "6 meses sem Pinheirinho"
LIBERTÁRIOS, vamos para as ruas
Sem bandeiras: não estamos sós!
E que sejam as palavras nuas
Tradução disso que existe em nós:
Ato e Arte pra denunciar,
Verso e Música pra questionar
com a força dessa nossa voz.
P.R.Barja
| Textos de Mayara e Paulo... |
| ...músicas de Adoniran e Zé Geraldo... |
| ... e a indignação de TODOS NÓS |
| Que nossos versos e vozes ajudem na reconstrução... |
| ... de uma cidade realmente de todos - sem exceção. "É preciso estar atento e forte!" |
21 de julho de 2012
Carta do Leitor (21/07/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR,
"O Vale", 21/07/2012
Tragédia no fórum
Lamentável a afirmação de que são necessários mecanismos "para garantir a segurança de juízes e funcionários". Na verdade, toda a população precisa ser preservada da violência --provocada muitas vezes pelos próprios agentes de segurança.
Paulo Barja
19 de julho de 2012
Não me deixes mais (versão em português para "Ne me quitte pas")
Segue o vídeo da versão que fiz em português para a canção Ne me quitte pas, de Jacques Brel. Um dia será cantada em dueto com Eva Sielawa.
(obs.: sim, o "sujeito abandonado" desafina)
P.R.Barja
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18 de julho de 2012
17 de julho de 2012
5 de julho de 2012
Bicudo iletrado
(letra para marchinha)
Bicudo, no final do seu mandato,
Faz sempre a mesma coisa, muda não:
Se vê buraco no meio da rua,
Faz sempre a mesma coisa, muda não:
Se vê buraco no meio da rua,
Faz uma festa de inauguração!
Mas ele deveria inaugurar
A nova fila da habitação:
Milhares já não têm onde morar
- mais de mil casas ele derrubou no chão!
Assim a fila aumenta,
Aumenta noite e dia;
Esse bicudo não sabe contar:
Se as casas construídas
São logo destruídas,
Entulho é o que ele vai inaugurar!
Esse bicudo não sabe contar:
Se as casas construídas
São logo destruídas,
Entulho é o que ele vai inaugurar!
P.R.Barja
Carta do Leitor (05/07/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 05/07/2012
Aeroporto
Não acho que a Prefeitura de São José deva municipalizar o aeroporto. Deveria gastar dinheiro com saúde, que exige horas e horas de espera para atendimento e com o transporte coletivo, que a população usa todos os dias.
Obs.: o jornal CORTOU o seguinte trecho "ou PRINCIPALMENTE (gastar) em habitação, coisa que a prefeitura não faz (prefere destruir casas a construir)." Por que será?
Paulo Barja
29 de junho de 2012
Agradecimento
Prezado professor,
Escrevo para agradecer a sua compreensão.
Escrevo para agradecer a sua compreensão.
E, principalmente, a sua paciência e dedicação.
Eu entendo a importância da sua disciplina (...)
Mais uma vez obrigada, eu precisava de tranquilidade (...) e você me deu isto.
Mais uma vez obrigada, eu precisava de tranquilidade (...) e você me deu isto.
(mensagem enviada por uma aluna)
Prezada aluna (e amiga),
Agradeço seu agradecimento.
Foi muito gratificante poder acompanhar e testemunhar de perto seu esforço e aprendizado.
Sei que foi um desafio para você - e nem todo mundo tem disposição para aceitar este tipo de desafio hoje em dia.
Você aceitou.
Neste processo, espero que tenha percebido o tamanho da sua capacidade.
O melhor aluno nem sempre é o que tem a melhor nota.
Por sua postura, por seu exemplo, você está entre meus melhores alunos.
Felicidades!
Foi muito gratificante poder acompanhar e testemunhar de perto seu esforço e aprendizado.
Sei que foi um desafio para você - e nem todo mundo tem disposição para aceitar este tipo de desafio hoje em dia.
Você aceitou.
Neste processo, espero que tenha percebido o tamanho da sua capacidade.
O melhor aluno nem sempre é o que tem a melhor nota.
Por sua postura, por seu exemplo, você está entre meus melhores alunos.
Felicidades!
P.R.Barja
27 de junho de 2012
Carta do Leitor (26/06/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR,
"O Vale", 26/06/2012
Educação
A cada dia gosto mais de dar aulas, principalmente pela possibilidade inestimável de diálogo com a moçada que, afinal, vai cuidar desse país quando a gente não estiver mais por aqui. Nesse contato, podemos estimular o senso crítico dos jovens e, por isso, dar aulas é - cada vez mais - uma atividade política.
A cada dia gosto mais de dar aulas, principalmente pela possibilidade inestimável de diálogo com a moçada que, afinal, vai cuidar desse país quando a gente não estiver mais por aqui. Nesse contato, podemos estimular o senso crítico dos jovens e, por isso, dar aulas é - cada vez mais - uma atividade política.
Paulo Barja
24 de junho de 2012
Dominical
(para a escritora Rita Elisa Seda, agradecendo pela leveza)
Em pleno domingo, acordei às 7 da manhã. Às vezes, é natural: o corpo, acostumado à rotina semanal, sente que está passando da hora de levantar. Mas hoje não foi o caso: acordei com os gritos de um "pastor" da igreja evangélica mais próxima. Às 7h de um domingo, ele iniciou sua pregação a plenos pulmões - e com microfone, talvez para garantir que dezenas ou centenas de pessoas da vizinhança acordassem.
Fiquei bravo, claro: será que ele não sabe que isso é uma violência contra o próximo? E questionei qual seria o papel de Deus nisso tudo: "será que Ele usa aquele pastor para testar nossa capacidade de perdoar e até oferecer a outra face (ou, no caso, o outro ouvido) diante de tamanha agressão?
Sem resposta, não tive como ficar na cama - fui até a cozinha preparar o café da manhã. Aí resolvi fazer uma salada de frutas (luxo impossível na correria semanal): mamão, maçã, banana. Aí, de repente, fui novamente visitado pela percepção de como é maravilhosa a Natureza. Quanto nos oferece! Detalhe: sem cobrar dízimo e, na maioria das vezes, silenciosamente...
O café ficou pronto; o dia também. Sensação de agradecimento pelas gentilezas da Vida. Gratidão por sutilezas que combinam com o silêncio - um silêncio pleno, de felicidade tranquila.
Levantar a voz? Sim: sempre que for necessário denunciar alguma injustiça.
Para agradecer, às vezes basta o silêncio...
Sem resposta, não tive como ficar na cama - fui até a cozinha preparar o café da manhã. Aí resolvi fazer uma salada de frutas (luxo impossível na correria semanal): mamão, maçã, banana. Aí, de repente, fui novamente visitado pela percepção de como é maravilhosa a Natureza. Quanto nos oferece! Detalhe: sem cobrar dízimo e, na maioria das vezes, silenciosamente...
O café ficou pronto; o dia também. Sensação de agradecimento pelas gentilezas da Vida. Gratidão por sutilezas que combinam com o silêncio - um silêncio pleno, de felicidade tranquila.
Levantar a voz? Sim: sempre que for necessário denunciar alguma injustiça.
Para agradecer, às vezes basta o silêncio...
P.R.Barja
19 de junho de 2012
Poesia-notícia
(poema de abertura do Cordel da Cidadania, preparado no período jun/2011 - jun/2012)
Faço poesia-notícia
sobre as coisas da cidade
pra discutir as questões
da nossa sociedade,
pois todo artista engajado
tem que estar sintonizado
com sua comunidade.
Como o galo do poema
que tece a própria manhã,
a partir da nossa história
surge um novelo de lã
que se desdobra em poesia,
falando do dia-a-dia
para a luta não ser vã.
Não é poesia romântica,
mas alimenta a milícia
sem insulto nem ofensa,
sem ter papel de polícia;
sem partido, mas política,
nascida de visão crítica
é a poesia-notícia.
P.R.Barja
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16 de junho de 2012
Vídeo - para Antônio Barja Filho
Uma música e um clipe para o eterno maestro Barja, ou simplesmente Barja - meu pai.
P.R.Barja
Carta do Leitor (16/06/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR,
"O Vale", 16/06/2012
Pinheirinho
São 1.700 famílias. Pelos atos filmados e fotografados, ainda que à revelia do Estado e da prefeitura, todos estes terão direito a indenização. Se esta for dada pelo valor médio de R$50.000 por família, para cerca de 1.000 famílias, e somando-se a isso tudo que já foi gasto (sem questionar o mérito) na malfadada Operação Pinheirinho, fica claro, na ponta do lápis, que a violência perpetrada pelo Estado com nosso dinheiro saiu caríssima para todos nós.
Regularizar --e cobrar o valor justo-- teria sido, não apenas em termos humanitários como até mesmo financeiros, muito melhor para a sociedade.
Paulo
Barja
12 de junho de 2012
Carta do leitor (12/06/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 12/06/2012
Unificação da Polícia
Perguntar não ofende: por que é que não se trabalha pela unificação da população, com todos tendo as mesmas oportunidades? Inclusive podendo pagar pela regularização de terrenos, fazer inscrição de seus filhos em escola pública, ter atendimento de saúde sem ter que esperar por horas, mesmo na rede pública etc.
Paulo Barja
9 de junho de 2012
Um toque sobre o futebol nas artes
Um pedido sincero aos queridos grupos de teatro do meu Brasil:
seria interessante que não se colocasse os personagens pobres/ferrados/bandidos de arma na mão usando camisa de time de futebol... o Corinthians é a "vítima" preferencial, e olha que não sou corintiano, mas esse tipo de representação reflete uma visão preconceituosa...
seria interessante que não se colocasse os personagens pobres/ferrados/bandidos de arma na mão usando camisa de time de futebol... o Corinthians é a "vítima" preferencial, e olha que não sou corintiano, mas esse tipo de representação reflete uma visão preconceituosa...
e, ao fazer isso, estimula uma associação entre futebol e violência que não faz bem pra nenhum de nós, né mesmo?
Modestamente, tenho defendido que se entenda o futebol como arte, onde cabe a convivência e a integração, ao invés da violência.
Enfim, é só pra gente pensar a respeito.
Saudações santistas, artísticas e pacíficas a todos,
Modestamente, tenho defendido que se entenda o futebol como arte, onde cabe a convivência e a integração, ao invés da violência.
Enfim, é só pra gente pensar a respeito.
Saudações santistas, artísticas e pacíficas a todos,
P.R.Barja
7 de junho de 2012
Oração
(letra da canção que fiz para meu pai, pouco após sua partida; acho que vale pra outras pessoas em momentos semelhantes, em que a dor é forte, mas a gratidão também, por tudo que se viveu junto)
eu
te agradeço
pelas
palavras pelo silêncio
pelos
momentos por todo o tempo
por
toda a vida
eu
te agradeço
eu
te agradeço
pelo
calor e pelo vento
pelo
carinho pelo alimento
pelo
tempero
eu
te agradeço
eu
te agradeço
até
a dor
dentro
do peito
a
maior prova
de
que estou certo
disso
que sinto
de
que estou vivo
por
isso eu sigo
e te
agradeço
P.R.Barja,
para o eterno "maestro Barja"
para o eterno "maestro Barja"
Treino
Dia de chuva, escuro, frio - tempo ideal pra bater bola.
O treino é curto, mas puxado.
A cada instante, implacável, a auxiliar técnica grita:
"Estique mais essa perna!"
"Tem que esticar mais!"
"Precisa correr mais!"
"CORRE, pai!"
"CORRE, pai!"
- A auxiliar técnica é a Bebel, 8 anos de idade, mas com surpreendente experiência no ramo.
5 de junho de 2012
Impasse cotidiano em moto perpétuo
- Estou sem tinta na minha impressora, a senhora faz a solicitação...?
- Não!
- ???
- O senhor precisa IMPRIMIR a requisição!
- Estou sem tinta na impressora...
P.R.Barja,
2012
4 de junho de 2012
31 de maio de 2012
Poemeto da permuta
Nesta vida existem coisas
Comuns a todos os povos:
Indo às compras, todos devem
Trazer leite, pão e ovos
Pode até faltar farinha
Não ter óleo nem azeite
Mas o lanche só acontece
Quando há ovos, pão e leite
Quando vou sair de casa
Sempre ouço a exclamação
Da menina que repete:
– Traga ovos, leite e pão !
Toda tarde, a mesma coisa
Chuva ou sol, calor ou não:
– Antes de chegar em casa,
Compre leite, ovos e pão !
E se chego só de noite
Mesmo que logo me deite
A menina me pergunta:
– Trouxe pão, ovos e leite ?
Às vezes, ela promete:
– Vou fazer pedidos novos...
E em vez de ovos, pão e leite
Pede pão, leite... e ovos !
P.R.Barja,
jan/fev/2005
(para Dani Mariotto)
23 de maio de 2012
Poema da Bebel
vento vai
vento vem
mas
com você
fico bem
Isabel M.Barja
em maio/2012
(8 anos de idade!)
22 de maio de 2012
Muito mais...
ZENILDA VALE MAIS QUE ACADEMIA!
(e vale muito mais que o pequeno poema que estou preparando pra ela nesse instante,
com amizade terna e eterna)
P.R.Barja
20 de maio de 2012
16 de maio de 2012
Carta do leitor (16/05/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 16/05/2012
Tamoios
Na verdade o governador não está inaugurando a duplicação da Tamoios, e sim o início dos trabalhos - com 18 anos de atraso. A duplicação é necessária, mas já começa cara: além dos quase R$ 5 bilhões previstos (isso precisa ser muito bem fiscalizado), há esse absurdo tempo de espera.
Paulo Barja
Obs.: Curiosamente, o jornal "O Vale" cortou o trecho seguinte da minha postagem, que fazia referência ao Cine-Teatro Benedito Alves. Segue o teor do trecho omitido pelo jornal:
Aqui em São José dos Campos, o Cine-Teatro Benedito Alves teve reabertura prometida para 2003 e até agora, 9 anos depois, nada foi feito. Será que os tucanos locais também acham "18 anos" um prazo razoável, assim como os estaduais?
11 de maio de 2012
Eterno, como Arte
Futebol é Arte - e, como Arte, tem instantes que se eternizam e merecem ser lembrados para sempre. Pra quem realmente aprecia os "brincantes da bola", uma atuação de gala é mais importante do que qualquer prêmio ou taça. É pra relembrar, curtir na tela de novo e de novo, como uma música maravilhosa que a gente conhece de cor mas precisa ouvir de vez em quando, pra renovar a experiência.
(escrevo pensando no solo do George Harrison em "Something". Nenhuma nota a mais, nenhuma a menos. Vale o mesmo para o primeiro gol do Ganso ontem)
Ah, sim: e pra quem insiste em dizer que "Futebol é momento, futebol é momento", lembro que Música também é momento, Teatro também é momento, Dança também é momento... e a Vida, uma coleção de momentos. Que bom!
P.R.Barja
Mães do Pinheirinho
As fotos, tiradas da janela, no segundo andar da capela do Jardim Colonial, registram o nascimento da Associação de Mães do Pinheirinho, na tarde do primeiro domingo de maio de 2012:
Contem com a gente para as ações culturais/educativas. Força sempre!
P.R.Barja
7 de maio de 2012
Pinheirinho, 100 dias depois
Segunda, 7 de maio de 2012.
Passei ontem pelo Pinheirinho. Agora só há ruínas por lá. Ruínas de casas, ruínas de sonhos... NÃO HÁ NINGUÉM NAQUELE LUGAR.
Demoliram as casas, expulsaram os pobres, mas o rico meliante não aparece. Nem manda limpar! O lixo pode ficar por ali - só os pobres não podiam.
Levei a máquina fotográfica. Queria registrar alguma imagem - poder mostrar uma prova do crime.
Levei a máquina fotográfica. Queria registrar alguma imagem - poder mostrar uma prova do crime.
Não fiz foto nenhuma. Não consegui. Mas a imagem anda impressa em mim.
O terreno está abandonado - sim, voltou a ser abandonado, quando estava quando foi ocupado, 8 anos atrás.
O terreno está ABANDONADO - enquanto especuladores pensam em como ganhar dinheiro com isso. E não se importam com as vidas humanas. A Vida, afinal, é um detalhe.
O terreno está ABANDONADO - enquanto especuladores pensam em como ganhar dinheiro com isso. E não se importam com as vidas humanas. A Vida, afinal, é um detalhe.
P.R.B.
6 de maio de 2012
Manifesto sobre um teatro (literalmente) INVISÍVEL
Neste sábado, 5 de maio de 2012, um grupo de artistas foi ao local onde deveria existir o prometido "Novo Teatro Municipal de São José dos Campos" para marcar o aniversário de 4 anos deste projeto que, literalmente, nasceu ao contrário. Vejam só...
| "Onde está o teatro? O gato comeu, o gato comeu e ninguém o viu..." |
| "Vira vira vira, vira vira vira, vira vira vira... virou!?" |
| O cartaz diz tudo... |
| Artistas-cidadãos em bloco... |
| Cantar, seja lá como for! Resistimos, logo existimos... |
| ... pra manter a Cultura em Movimento |
* Acessem o blog dos Cordéis Joseenses pra conhecer o Cordel-Rap do Teatro Invertido preparado para esse triste aniversário...
P.R.Barja
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2 de maio de 2012
"Cordel do Pinheirinho" (link para o texto integral)
A reprodução é permitida, desde que citado autor e fonte.
P.R.Barja
1 de maio de 2012
Provérbio africano
"Até que os leões tenham seus próprios historiadores,
as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador."
(provérbio citado por Eduardo Galeano no Livro dos Abraços)
29 de abril de 2012
"FOGO FÁTUO" e o dilema PROZAC/PROJAC
"O REI ESTÁ NU!" - essa é certamente a frase que ressoa em muitos dos espectadores da peça FOGO FÁTUO, em cartaz no SESC Santana até 27/5. Trata-se de um trabalho vigoroso que tem como uma de suas maiores virtudes a profunda honestidade que propõe nas relações entre as diversas instâncias presentes (de um modo ou de outro) em cena: escritor, ator, indivíduo, público, cidadão, sociedade, criador/criatura... "e o diabo a 4".
Nunca é demais lembrar que o mito é, talvez por definição, atemporal - assim como a questão do criador-em-crise (presente "dia sim, outro também") em tantos de nós, reconheçamos. Mas é claro que o tema ganha relevância nesses "tempos modernos" em que a dupla PROZAC e PROJAC parece comandar o imaginário (e o real) de boa parte da sociedade. Se a meta é "crescer e aparecer" a todo custo, de preferência sorrindo e mandando beijinho pra galera, nega-se cada vez mais o direito à crise, ao tempo de amadurecimento da criação, ao silêncio necessário do criador. Tudo é ritmo, tudo é pressa, os fins justificam os meios e algo acaba se perdendo no "Vale Tudo das Artes".
FOGO FÁTUO propõe um respiro necessário nessa loucura. Poderia ser receitada como "prescrição médica" para alguns, contra a mentalidade fast food tão presente em nosso cotidiano. Nesse sentido, é fantástico o início da peça, que de cara já propõe uma quebra de ritmo: somos inseridos no tempo-sem-tempo (o fade-out final poderia explorar ainda mais isso, com as luzes baixando lentissimamente para nos lembrar de respeitar este tempo-sem-tempo do Escritor criando. Talvez alguns tenham pressa de bater palma e levantar, mas outros vão captar a mensagem).
O trabalho é um típico work-in-progress: logo após a apresentação do último sábado, pudemos acompanhar um pouco do sempre instigante processo de (re)criação, com sugestões sendo coletadas e compartilhadas entre criador e criatura. Mas, afinal, quem é quem? Nem é o caso de fazer a pergunta, uma vez que ambos criam e são criados em cena. E aqui temos um fato curioso: a nítida diferença de desenvoltura cênica entre Hélio Cícero e Samir Yazbek (nem seria justo exigir “paridade” aqui) colabora inclusive para trazer novas camadas de leitura a alguns trechos da peça. Insistente, a pergunta “Quem é você?” é provocadora e essencial para este Escritor em busca de uma pista criativa – que pode vir na forma de um pacto proposto por Mefisto em crise.
Apenas discordamos de um pequeno trecho do texto de apresentação no programa da peça: a crise compartilhada entre Fausto e Mefisto (este, auxiliado pela interpretação soberba de Hélio Cícero), em vez de gerar descrença, acaba sendo um último e maravilhoso recurso de sedução. Uma espécie de "canto do cisne", ao qual é praticamente impossível o Escritor manter-se surdo. O pacto, agora democratizado, ressurge como solução digna para ambas as partes. Afinal, se a "outra" alternativa é a proliferação da maldade gratuita, talvez ainda seja melhor garantir um espaço para Mefisto nesse mundo.
27 de abril de 2012
Carta do (e)leitor (26/04/2012)
Da seção CARTA DO LEITOR,
"O Vale", 26/04/2012
Chega a ser constrangedora a posição do prefeito Eduardo Cury diante da ameaça de cortes de postos de trabalho em São José. Ele simplesmente não faz nada. Muitos prefeitos ajudam a trazer e manter postos de trabalho em suas cidades, independentemente dos sindicalistas. Pesquisem a crise de Santos em 1989 e verão o que um prefeito pode fazer se quiser REALMENTE trabalhar pela cidade. É muita incompetência andar na contramão do Brasil.
Paulo Barja
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