22 de maio de 2014

Estatística: preço da gasolina


Ao contrário do que se diz por aí, pesquisa internacional revela que a gasolina no Brasil NÃO é "uma das mais caras do mundo atualmente":


20 de maio de 2014

Estatística: alguns dados comparativos sobre o custo de um estádio de futebol



Aos alunos (FEAU/UNIVAP) da disciplina de Estatística:
Utilizando os dados da Tabela 3, construir o box-plot correspondente a:
i) todos os estádios
ii) somente os estádios brasileiros
iii) somente os estádios de outros países
- em seguida, analisar os resultados obtidos.

Dinâmica (Construção de narrativas e textos): Manchetes Self Service

Dando sequência às dinâmicas da disciplina "Construção de Narrativas e Textos Literários" (Jornalismo/FCSAC/UNIVAP), os alunos trabalharam em grupos para criar "manchetes self service" que serviriam de base para a criação posterior de textos curtos. 
Seguem as "finalistas" da dinâmica (foram produzidas cerca de 25 manchetes no total):


11 de maio de 2014

Poesia Cantada (fotos)

Algumas fotos do show de lançamento dos livros "Anarcopoesia" e "Sonetos" no SESC São José dos Campos:





Fotos: Marco Antonio de Oliveira
Iluminação: William Alves

Clique AQUI para acessar o álbum completo

9 de maio de 2014

ALERTA! PERIGO! Reescrevendo o mestre

Faço aqui uma provocação consciente aos leitores/escritores, a partir da notícia (!) de que Machado de Assis (!!) está sendo "reescrito de modo simplificado" (!!!) por uma escritora, com apoio governamental. Claro que o que verão abaixo é uma radicalização do processo, mas fica o alerta para que não se torne realidade uma profecia expressa por George Orwell no livro "1984" (de 1948). Esse autor dizia que até 2050 não restará mais vestígio das obras de Shakespeare e outros mestres, pois tudo teria sido reduzido e simplificado até lá. Que medo!


6 de maio de 2014

Dinâmica (Construção de narrativas e textos): Notícia Self Service


Uma brincadeira interessante para estimular a criação de narrativas originais (e até surpreendentes) consiste em recortar um jornal e montar uma narrativa (ou uma nova matéria) a partir dos trechos recortados. Aqui, estamos exercitando uma espécie de edição criativa e explicitando (por exagero) um padrão de manipulação da imprensa - a fragmentação. Neste caso, porém, a finalidade é criar novas possibilidades narrativas, explorando a criatividade. Eis um exemplo: 


29 de abril de 2014

Poesia Cantada - Dia do Trabalhador



* Depois do show, lançamento dos livros "ANARCOPOESIA" e "SONETOS"

LabComUnivap

Nasceu, agora oficialmente, o LabCom Univap - Laboratório de Estudo, Pesquisa e Prática em Comunicação, Ciência e Sociedade. Iniciativa da professora Kátia Zanvettor Ferreira, o grupo tem feito reuniões semanais na FCSAC/UNIVAP. Vem coisa boa por aí!

 LabComUnivap
Clique na foto para visitar o blog do grupo

8 de abril de 2014

Lançamentos



Uma foto de boa parte da "turma criativa valeparaibana"
que participou do Festival da Mantiqueira 2014

A divulgação feita pela Univap do trabalho e
da participação no Festival da Mantiqueira 2014



Próxima parada: Parque Vicentina Aranha!

1 de abril de 2014

Dinâmica (Construção de Narrativas e Textos): FOTO NARRATIVA

O trabalho a seguir é um exemplo da dinâmica que exercitamos em sala de aula sob o título "Foto Narrativa". A proposta era escolher uma foto antiga e escrever uma crônica ou conto curto a partir da imagem.
P.Barja


19 de março de 2014

plagiometapoesia

Um poema da adolescência - tempo de muitos mergulhos poéticos. As motivações eram várias e iam desde a praia até as aulas da Laura - outra mestra, ao lado do Roldão. A eles, e também a minha mãe (como tudo, como sempre) dedico esse "achado de baú", uma releitura de antigos (e eternos) versos de Pessoa:


15 de março de 2014

Para debater livros, cultura e memória - III

Última parte da coletânea de trechos curtos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de U.Eco, J.C.Carrière e J.P.Tonnac, para fomentar o debate sobre cultura, livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.


"O Mahabharata é a primeira obra escrita. A história moderna do livro também começa com uma bíblia."
(J.C.Carrière)




"Atravessamos uma época complexa, incerta, em que o primeiro dever de todos, sem dúvida, na medida do possível, é estimular as trocas entre os saberes, as experiências, os pontos de vista, as esperanças, os projetos."
(J.C.Carrière)

12 de março de 2014

Folhetim & Pulp Fiction




Pulp fiction: ficção de "polpa", ou seja, de papel barato. Literatura publicada em papel jornal, para ser lida, curtida e esquecida no dia seguinte (quando ainda serviria para embrulhar peixe). Cultuada no início do século XX nos Estados Unidos, proliferou para outros países e deu origem a toda uma linha de quadrinhos e de literatura policial noir.

Hoje podemos dizer tranquilamente que a pulp fiction acabou indo bem além do que esperavam seus criadores. Além de tema de estudo, a pulp fiction vem sendo homenageada por gente de diversas áreas, como Quentin Tarantino (no cinema, com os filmes Pulp Fiction e Kill Bill) e Alan Moore (nos quadrinhos, com a Liga Extraordinária), entre outros.

folhetim está para a novela
assim como
pulp fiction para as HQs e séries de TV
- de fato, a origem das HQs está ligada à pulp fiction das primeiras décadas do século XX, a tal ponto que podemos chamar de pulp fiction essas histórias de heróis mascarados (citemos o mestre Will Eisner e seu impagável Spirit, recentemente ressurgido pelas mãos de alguns dos grandes escritores e desenhistas atuais).

Em sala, fizemos uma ponte entre a pulp fiction americana (em que prevaleciam as histórias policiais e de ficção científica) e o folhetim brasileiro, responsável pela multiplicação das tiragens de jornais brasileiros (principalmente com as tramas amorosas publicadas por uma certa Suzana Flag nos anos 40 e 50):

Curiosidade: esta edição antiga de "Meu Destino é Pecar" estava catalogada
como obra de Suzana Flag no sebo, a R$8 (claro que eu comprei).
Em outra estante do MESMO sebo, uma edição mais nova estava catalogada
como obra de Nelson Rodrigues - e à venda por R$35!

5 de março de 2014

Para debater livros, cultura e memória - II

Seguimos apresentando pequenos trechos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de U.Eco, J.C.Carrière e J.P.Tonnac, para fomentar o debate sobre cultura, livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.


"O que a internet nos fornece na verdade é uma informação bruta, sem nenhum discernimento, ou quase isso, sem controle das fontes ou hierarquização. Ora, todos nós precisamos não apenas verificar, como dar sentido, isto é, organizar, colocar seu saber num momento do seu discurso. Mas segundo que critérios?" - J.C.Carrière

"Estávamos convencidos de que, com a globalização, todo mundo pensaria da mesma forma. Temos um resultado contrário sobre todos os aspectos: (a globalização) contribui para o esfacelamento da experiência comum." - U.Eco


"Quando você se contenta em aplicar as regras, toda surpresa, todo brilho, toda inspiração se evapora. É a lição que tento passar, às vezes, aos jovens cineastas: ´Vocês podem continuar a fazer filmes, isso é relativamente fácil, e esquecer de fazer cinema.' " -  J.C.Carrière


"Quando o Estado é excessivamente poderoso, a Poesia se cala." - U.Eco

"Talvez tenhamos saboreado na escola uma literatura demasiadamente filtrada e, por esse motivo, carente de sabores impuros." - J.C.Carrière

"O livro é como a roda. Uma vez que você o inventou, não pode ir mais longe." - U.Eco

"Shakespeare sem sua obra não seria ninguém. A obra de Shakespeare sem Shakespeare permaneceria a obra de Shakespeare." - J.C.Carrière





3 de março de 2014

Frase


É bem mais fácil ter certeza a respeito de um erro que de um acerto.
Certo?
(P.R.Barja)

2 de março de 2014

Para debater livros, cultura e memória - I

Esta postagem visa apresentar trechos do livro Não contem com o fim do livro (RJ: Record, 2010), de Umberto Eco, Jean-Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonnac. Nosso intuito é, a partir disso, fomentar o debate sobre livros, tecnologia e memória, dentro e fora da sala de aula.


"O que chamamos Cultura é na realidade um longo processo de seleção e filtragem. Coleções inteiras de livros, pinturas, filmes, HQs, objetos de arte foram assim açambarcadas pela mão do inquisidor, ou desapareceram nas chamas, ou se perderam por simples negligência. Era a melhor parte do imenso legado dos séculos precedentes? Era a pior? Nesse domínio da expressão criadora, recolhemos as pepitas ou a lama?"  -  J.P.Tonnac

"Sempre que surge uma nova técnica (...) ela se pretende orgulhosa e única (...) como se preparasse para varrer tudo que a precedeu (...) ao passo que, na realidade, é o contrário que acontece. A técnica não é de forma alguma uma facilidade."  -  J.C.Carrière

Nada mais efêmero do que os suportes duráveis - Este é um dos temas centrais do livro (e título de um capítulo). A incessante aceleração da produção de novidades tecnologias leva a chamar de obsoleto algo que era novo "no trimestre anterior". 
   O problema se aplica até mesmo às coisas mais banais. Anos atrás, sob o título "Vale a Pena Ver de Novo", uma emissora de TV reprisava telenovelas de décadas passadas. Agora as novelas reprisadas são aquelas produzidas 3 ou 4 anos atrás. São as novas antiguidades!
   Por sinal, enquanto compilo estas notas, acabo de jogar no lixo 2 cds que se tornaram obsoletos em menos de 5 anos: traziam softwares irremediavelmente ultrapassados.

(J.C.Carrière, in "Não contem com o fim do livro",
RJ: Record, 2010)

- Se agora dispomos de tudo sobre tudo, sem filtragem, de uma soma ilimitada de informações acessíveis em nossos monitores, (...) o que nos restará para conhecer? (...) O que devemos aprender ainda? (Carrière)
- A arte da síntese. (Eco)

Segundo Eco, caminhamos rapidamente para o ponto em ninguém mais será confiável. Isso porque todos poderão ter feito suas publicações baseados ao menos parcialmente na internet, que mistura verdades e mentiras com a mesma profusão: "Tudo ficará "sujeito à confirmação".


"O saber é tudo com que somos entupidos e que nem sempre tem uma utilidade. O conhecimento é a transformação de um saber numa experiência de vida. (...) Só nos resta - que consolo - a inteligência"  -  J.C.Carrière

1 de março de 2014

Fábula (definições)

(Sobre este gênero literalmente milenar, seguem algumas breves definições, com a sugestão de que se procure outras mais, para análise crítica:)


Texto extraído da Wikipedia


Texto extraído de "Fábulas de La Fontaine",
v.1, SP: Editora Escala, s/d.


Texto extraído de "A Cigarra e a Formiga",
Cordel de Manoel Monteiro,
Cordelaria Manoel Monteiro, 2009

"Fábula: conto mágico e maravilhoso,
que em geral fala de reis de países desconhecidos"
- Ítalo Calvino, no prefácio do livro Fábulas Italianas
(SP: Companhia das Letras, 1989)

21 de fevereiro de 2014

TABACARIA (Álvaro de Campos) - Áudio


Arquivo sonoro:
leitura do poema "Tabacaria", de Álvaro de Campos, 
heterônimo de Fernando Pessoa.
Voz e gravação: Paulo Barja.

17 de fevereiro de 2014

Multas e Decibéis - Uma indústria lucrativa


   Há mais de 10 anos, diversos trabalhos de mestrado orientados por docentes da Bioengenharia Univap têm pesquisado a questão dos ruídos em diversos ambientes, principalmente clínicas e hospitais. Assim, podemos afirmar com segurança que, há mais de 10 anos (pelo menos), estabelecimentos do Brasil e da Espanha convivem 24h por dia com níveis de pressão sonora (NPS) que excedem em muito os 45 decibéis (dB). O próprio jornal local, em matéria de 2003, apontava regiões da cidade onde o NPS alcançava o patamar de 80dB.
   As informações acima são essenciais para que se compreenda o que há por trás da informação publicada na matéria do jornal O Vale, em 16/02/2014, conforme reprodução abaixo:

("O Vale", 16/02/2014)
   Multas estão sendo aplicadas com base na "Lei do Silêncio" joseense, que define "45dB" como valor limite à noite (ver detalhes em: "São José regulamenta lei do silêncio..."). Claro, todos concordamos com a necessidade de limites quanto à produção de ruído (eterno tema de estudos de muita gente boa). No entanto, 45dB à noite parece irreal: anos atrás, estudos nossos mostraram que o choro de uma criança com menos de um ano de idade pode atingir (facilmente) o nível de 90dB à distância de 2 metros. 
   Pergunto: aplicarão a Lei do Silêncio diretamente aos recém nascidos? Ou as mães terão que pagar a multa?
Paulo Barja

Sonho Assustado (um causo cantado, por P.R.Barja)

Sábado. Dia de dormir até mais tarde? Nem sempre. Acordei exatamente às 5h37, no meio de um sonho que parecia bastante real. Dessa vez resolvi pegar a ideia no laço. Fui até a cozinha e, na penumbra, rabisquei num rascunho qualquer um esboço da melodia simples que estava na cabeça. Aí pensei no sonho e foi aparecendo uma ideia de letra de música, o causo tomando forma... 



padaria


eis o homem, hoje como sempre:
um livro lançado - perdido no espaço 
- fez diferença pra humanidade? nenhuma, por supuesto
mas num arroubo - mais um - de insanidade 
manda livros - mais dois - para a gráfica 
- qual a razão da insistência? 
qual a mensagem secreta, que o próprio autor desconhece?
este que crê em tantos sonhos e delírios 
crê em Cristo Buda Krishna e na própria humanidade
mas descrê de si

vira e mexe entro numa padaria
olho pães como quem olha quadros ou a mulher amada
comovido, pequeno sujo, perdido dentro de mim mesmo
como com os olhos - e com os cotovelos boca mão e a mente
sim
a mente também come pra viver
mas às vezes falta o tempero 
da esperança
"quem espera sempre alcança"
dizem bem dizem bonito
ganhar por cinco
perder por quatro
importa o saldo
ah, não falemos de saldo
que o saldo aqui amigo não tá fácil
mas a gente segue de teimoso
e de lembranças que fortalecem
como a dele que dizia
"terão que me abater a tiros"

é isso
só a tiros

(Paulo Barja)

6 de fevereiro de 2014

ANARCOPOESIA - a caminho!


Segue a capa provisória e a apresentação (pelo prof. Moraes) do livro ANARCOPOESIA, com lançamento previsto para abril/2014:




3 de fevereiro de 2014

Começa Agora


Destruir é fácil. 
Construir, não: 
demanda tempo 
e discussão; 
ouvir o sim, 
ouvir o não 
(pressa é inimiga 
 da perfeição) 

Gratuidade? 
Não, eu tô fora. 
Não vou sorrir 
se um irmão chora. 
Desejo paz 
na vida afora. 
Mudar o mundo. 
Começo agora. 

(Paulo Barja)