29 de março de 2013

EDDI READER, WHERE ARE YOU?

(a brazilian song for Eddi)
 
Oh my dear Eddi Reader:
Here I come to say hello
I love your songs since I heard them
Many, many time ago
 
Life is funny, I think I know you
But we live (so) far away
I´ve been listening to you
Sometimes, many times a day
 
I was playing my piano:
Like a bolt out of the blue
Heard this question in my head
"Eddi Reader, where are you?"
 
Hope these verses find you well
Had to tell you how I feel
Let me ask you one more thing:
Would you like to know Brazil?
 
(P.R.Barja)

JUDAS (in)FELICIANO

Peço a Deus que nos acuda
contra o Judas deste ano...
Todos sabem de quem falo:
é do (in)Feliciano!
Judas! Fala bem de Deus
mas esquece os mandamentos:
não respeita, ofende o próximo
com fraqueza de argumentos
Seu discurso cavernoso
demonstrando preconceito
enche a gente até de nojo:
vê lá se isso tá direito?
Sua raiva atinge a todos!
Seja esse o nosso plano:
quem quiser malhar o Judas,
malhe o (in)Feliciano!
P.R.Barja

28 de março de 2013

Verdadeiro ou falso

 
Será ela (ó dúvida infeliz)
uma verdadeira meretriz
ou nada mais que... mera atriz?
 
(P.R.Barja)

24 de março de 2013

QUANDO O CUME DÁ POESIA

(Homenagem a Laurindo Rabelo, patrono da Academia Brasileira de Letras e autor do célebre poema "As Rosas no Cume")


Eis que o poeta Laurindo
(do qual me sinto aprendiz)
procurando um novo tema
no cume encontra feliz
Fica tão impressionado
(e poeta não se inibe)
que não quer saber mais nada:
versejando o cume exibe
Depois de pronto o poema,
para não fazer desfeita,
o poeta então descansa:
sobre o próprio cume deita.
Uma amante da poesia
(minha amiga, minha nega)
antes de morrer o dia
pertinho do cume chega
Sussurra-me ao pé do ouvido
revelando-se a mulher:
a voz de veludo soa
dizendo que o cume quer!
"É claro!", digo animado
(a roupa dela já cai)
mas quando estou levantado
formiga no cume vai!
Faço uma grande fogueira
para a formiga que teima:
quando a batalha termina
formiga no cume queima!
Mantenho a postura firme
sem jamais dizer um ai
mas a verdade é bem triste:
fumaça do cume sai...!
Tem gente que até se assusta
com o que o poeta canta...
Concluo, sem desatino:
poesia no cume espanta!
(P.R.Barja)

22 de março de 2013

6 de março de 2013

Para o MEVITEVENDO

(um presente modesto a quem tanto nos presenteia)

 
ME-VI-TE-VENDO no palco:
só não morri por um triz!
...
Suspense? Mais que cinema
- vivendo, me vi feliz.

Conheci o Senhor Z,
que se sentia tão só...
Nunca foi mau de verdade
- confesso: fiquei com dó.

Mas, quando a gente está triste
de não poder ver o sol,
a Vida vence, resiste
nas asas do rouxinol.

O canto da liberdade
nem todo mundo conhece.
E, só por não conhecer,
muita gente inda padece.

E tem que ser livre o canto,
para poder se expressar:
para manter seu encanto,
fazer sorrir e sonhar.

Pra quem é um pobre Fulano,
só tenho que agradecer:
depois que caiu o pano,
quis contar, quis escrever!

Que essa verdade prospere,
e esse trabalho também.
Que o rouxinol nos inspire,
agora e sempre. Amém!

 (Paulo R. Barja)
 

MANIFESTO POR UMA CIDADE LIVRE


 A Câmara Municipal de São José dos Campos está prestes a votar uma lei autorizando/regulamentando o acesso das igrejas às praças públicas do município para a realização de “cultos públicos”. O Projeto de Lei é do vereador Shakespeare, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.
Entendemos que o MOVIMENTO CULTURAL e os MOVIMENTOS SOCIAIS também devem ter direito à livre expressão em espaços públicos e por isso reivindicamos que o referido projeto sofra alterações de modo a garantir:

1) a plena regulamentação da utilização de todos os espaços públicos da cidade;
2) que artistas e grupos artísticos e culturais de todas as tendências e naturezas possam exercitar plenamente o direito à expressão nos espaços públicos, garantindo-se que a população tenha livre acesso a estas apresentações;
3) que os mesmos direitos sejam garantidos também aos movimentos sociais em suas diferentes configurações (sindicatos, SABs etc).

- Se você concorda: divulgue, compartilhe, encaminhe ao seu vereador.

   A voz da cidade é a voz de cada um de nós!
 

5 de março de 2013

Frase (sobre Amor e peixes)

O Amor por um peixe ou por uma tartaruga é um exercício pleno do Amor Verdadeiro: aquele que não espera nada em troca. Amor é fundamentalmente doação... e Amar faz bem em si.
 
P.R.Barja

2 de março de 2013

Haikai na madrugada

(para Reginaldo Poeta)

no meio do escuro
o Poeta vê poesia
por cima do muro
 
(P.R.Barja)

1 de março de 2013

Para que serve o poeta?

(um soneto a Cyrano)

Para que serve o poeta?
Para iluminar por dentro
- para procurar o centro
da alma com sua seta.


Para que serve um poema?
Para falar de um país
- ou do amor da meretriz
  pelo artista de cinema.


Ela fica bem mais bela
- pode até virar donzela
  pelo verso do poeta.


Terceiriza-se a paixão
- o poeta vai ao chão,
  morto pela sua meta.


(P.R.Barja)

11 de fevereiro de 2013

29 de janeiro de 2013

Um bilhete para Bukowski


Nasci e vivo nesse (patético?) modo “continuamente ligado”.
Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos se aguçam, intensificam, mostrando que não é possível desistir do ser humano.
Procuro ser comedido: respeito as falsas distâncias imaginadas pelos outros, até porque não desejo assustar ninguém.
Mas não finjo entender – e este é o ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser honesto com os outros, muitas vezes sinto a alma ampliar-se livremente para além de mim, numa espécie de planície espiritual.
Não deixo nada pra lá. Meu cérebro não tem trancas: assim escuto, assim respondo.
E ninguém é bronco demais que não perceba que estou integralmente ali.

P.R.Barja

Varal de Cordéis (jan/2013)

 
 
(incluindo o lançamento: "Uma História Fabulosa")

11 de janeiro de 2013

Carta do Leitor (11/jan/2013)


Da seção Carta do Leitor, jornal "O Vale", 11/jan/2013

Sobre os ex-secretários municipais 

Os secretários do ex-prefeito Cury atiram contra o próprio partido e cospem no prato em que comeram por anos. Além disso, a celeuma expõe a completa falta de coerência entre as instâncias tucanas:
1) Emanuel Fernandes, legitimando o que o PSDB criticava;
2) Os ex-secretários, que ficaram quietinhos por anos e agora querem receber em dobro;
3) O ex-prefeito, que pelo visto não estava aberto ao diálogo nem com os próprios assessores.
         
Paulo Barja
 

Lunatus Ensemble Medieval: TROTTO & SALTARELLO


3 de janeiro de 2013

Lunatus Ensemble Medieval - La Manfredina (instrumental)

 

 
O Lunatus Ensemble Medieval é:
 
André Victor
Fancisco Espuny
João Carlos Braga
Paulo Barja
Wilson Melo

Aos professores

 
A certa altura do livro "A Misteriosa Chama..." (Umberto Eco), o personagem principal pergunta como foi possível mudar tanto em apenas 9 meses, adquirindo consciência crítica.
A resposta, no livro:
"Simplesmente porque mudou de professor. Um novo professor pode liberar o espírito crítico que um outro não permitia que se desenvolvesse."
 

1 de janeiro de 2013

Do Desejo

 
Desejo mora num apartamento
com vista para o mar. Porém, cuidado:
não pense (por favor!) que é um pecado
gostar de aproveitar o bom momento.
 
Desejo vive bem. Qual o problema?
Viver não tem que ser tormento algum.
Depois de um belo gol, grita: "Mais um!"
- e vai pra festa sem nenhum dilema.
 
Desejo vive em nós, suspira e sonha;
acorda com a cara mais risonha
e logo nos convida pra dançar.
 
A urgência que Desejo em nós instala
é mais "sublime amor" que "quarto-e-sala"
- bom mesmo, então, é se deixar levar.
 
P.R.Barja
 

30 de dezembro de 2012

Soneto da Ave da Vida

 
          A vida é feita de certos momentos
          que às vezes soam quase desatino:
          redescobertas são novos inventos
          guiados pela sorte ou por destino.
            A vida é força e graça, nau incerta
            que achamos dominar: doce tolice!
            É sol e chuva na janela aberta,
            maduro mergulhar na meninice.
          O que define a refeição servida
          não é a quantidade: é o sabor.
          Não é medida em décadas a vida:
          é feita de momentos, de calor.
                É essa a minha ave preferida:
                ave da vida, ávida de amor.
(P. R. Barja)
 

26 de dezembro de 2012

CAMPANHA


Soneto equino

 

Por que tampar os olhos dos cavalos,
deixando que olhem só bem para a frente?
Em nós, a coisa é muito diferente:
se há horizontes, vamos alargá-los.

Por que temer novas experiências,
novos caminhos que se descortinam?
Sabemos que, nas Artes & Ciências,
as descobertas sempre nos fascinam.

Se as novidades surgem toda hora
e até certezas sofrem seus abalos,
por que brecar a vida logo agora?

Entre suspiros, tropeços e embalos,
vamos trotando pela estrada afora.
Saibamos aprender com os cavalos!

P. R. Barja
(2010-2012)