30 de março de 2013
29 de março de 2013
EDDI READER, WHERE ARE YOU?
(a brazilian song for Eddi)
Oh my dear Eddi Reader:
Here I come to say hello
I love your songs since I heard them
Many, many time ago
Here I come to say hello
I love your songs since I heard them
Many, many time ago
Life is funny, I think I know you
But we live (so) far away
I´ve been listening to you
Sometimes, many times a day
But we live (so) far away
I´ve been listening to you
Sometimes, many times a day
I was playing my piano:
Like a bolt out of the blue
Heard this question in my head
"Eddi Reader, where are you?"
Like a bolt out of the blue
Heard this question in my head
"Eddi Reader, where are you?"
Hope these verses find you well
Had to tell you how I feel
Let me ask you one more thing:
Would you like to know Brazil?
Had to tell you how I feel
Let me ask you one more thing:
Would you like to know Brazil?
(P.R.Barja)
JUDAS (in)FELICIANO
Peço a Deus que nos acuda
contra o Judas deste ano...
Todos sabem de quem falo:
é do (in)Feliciano!
contra o Judas deste ano...
Todos sabem de quem falo:
é do (in)Feliciano!
Judas! Fala bem de Deus
mas esquece os mandamentos:
não respeita, ofende o próximo
com fraqueza de argumentos
mas esquece os mandamentos:
não respeita, ofende o próximo
com fraqueza de argumentos
Seu discurso cavernoso
demonstrando preconceito
enche a gente até de nojo:
vê lá se isso tá direito?
demonstrando preconceito
enche a gente até de nojo:
vê lá se isso tá direito?
Sua raiva atinge a todos!
Seja esse o nosso plano:
quem quiser malhar o Judas,
malhe o (in)Feliciano!
Seja esse o nosso plano:
quem quiser malhar o Judas,
malhe o (in)Feliciano!
P.R.Barja
28 de março de 2013
Verdadeiro ou falso
Será ela (ó dúvida infeliz)
uma verdadeira meretriz
ou nada mais que... mera atriz?
(P.R.Barja)
24 de março de 2013
QUANDO O CUME DÁ POESIA
(Homenagem a Laurindo Rabelo, patrono da Academia Brasileira de Letras e autor do célebre poema "As Rosas no Cume")
Eis que o poeta Laurindo
(do qual me sinto aprendiz)
procurando um novo tema
no cume encontra feliz
(do qual me sinto aprendiz)
procurando um novo tema
no cume encontra feliz
Fica tão impressionado
(e poeta não se inibe)
que não quer saber mais nada:
versejando o cume exibe
(e poeta não se inibe)
que não quer saber mais nada:
versejando o cume exibe
Depois de pronto o poema,
para não fazer desfeita,
o poeta então descansa:
sobre o próprio cume deita.
para não fazer desfeita,
o poeta então descansa:
sobre o próprio cume deita.
Uma amante da poesia
(minha amiga, minha nega)
antes de morrer o dia
pertinho do cume chega
(minha amiga, minha nega)
antes de morrer o dia
pertinho do cume chega
Sussurra-me ao pé do ouvido
revelando-se a mulher:
a voz de veludo soa
dizendo que o cume quer!
revelando-se a mulher:
a voz de veludo soa
dizendo que o cume quer!
"É claro!", digo animado
(a roupa dela já cai)
mas quando estou levantado
formiga no cume vai!
(a roupa dela já cai)
mas quando estou levantado
formiga no cume vai!
Faço uma grande fogueira
para a formiga que teima:
quando a batalha termina
formiga no cume queima!
para a formiga que teima:
quando a batalha termina
formiga no cume queima!
Mantenho a postura firme
sem jamais dizer um ai
mas a verdade é bem triste:
fumaça do cume sai...!
sem jamais dizer um ai
mas a verdade é bem triste:
fumaça do cume sai...!
Tem gente que até se assusta
com o que o poeta canta...
Concluo, sem desatino:
poesia no cume espanta!
com o que o poeta canta...
Concluo, sem desatino:
poesia no cume espanta!
(P.R.Barja)
22 de março de 2013
Haikai para Leminski: No topo da lista
"50 tons de cinza"...
mas Leminski um tom acima:
não fique ranzinza!
mas Leminski um tom acima:
não fique ranzinza!
P.R.Barja
14 de março de 2013
6 de março de 2013
Para o MEVITEVENDO
(um presente modesto a quem tanto nos presenteia)
ME-VI-TE-VENDO no palco:
só não morri por um triz!
... Suspense? Mais que cinema
- vivendo, me vi feliz.
Conheci o Senhor Z,
que se sentia tão só...
Nunca foi mau de verdade
- confesso: fiquei com dó.
Mas, quando a gente está triste
de não poder ver o sol,
a Vida vence, resiste
nas asas do rouxinol.
O canto da liberdade
nem todo mundo conhece.
E, só por não conhecer,
muita gente inda padece.
E tem que ser livre o canto,
para poder se expressar:
para manter seu encanto,
fazer sorrir e sonhar.
Pra quem é um pobre Fulano,
só tenho que agradecer:
depois que caiu o pano,
quis contar, quis escrever!
Que essa verdade prospere,
e esse trabalho também.
Que o rouxinol nos inspire,
agora e sempre. Amém!
só não morri por um triz!
... Suspense? Mais que cinema
- vivendo, me vi feliz.
Conheci o Senhor Z,
que se sentia tão só...
Nunca foi mau de verdade
- confesso: fiquei com dó.
Mas, quando a gente está triste
de não poder ver o sol,
a Vida vence, resiste
nas asas do rouxinol.
O canto da liberdade
nem todo mundo conhece.
E, só por não conhecer,
muita gente inda padece.
E tem que ser livre o canto,
para poder se expressar:
para manter seu encanto,
fazer sorrir e sonhar.
Pra quem é um pobre Fulano,
só tenho que agradecer:
depois que caiu o pano,
quis contar, quis escrever!
Que essa verdade prospere,
e esse trabalho também.
Que o rouxinol nos inspire,
agora e sempre. Amém!
(Paulo R. Barja)
MANIFESTO POR UMA CIDADE LIVRE
A Câmara Municipal de São José dos Campos está prestes a votar uma lei autorizando/regulamentando o acesso das igrejas às praças públicas do município para a realização de “cultos públicos”. O Projeto de Lei é do vereador Shakespeare, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.
Entendemos que o MOVIMENTO CULTURAL e os MOVIMENTOS SOCIAIS também devem ter direito à livre expressão em espaços públicos e por isso reivindicamos que o referido projeto sofra alterações de modo a garantir:
1) a plena regulamentação da utilização de todos os espaços públicos da cidade;
2) que artistas e grupos artísticos e culturais de todas as tendências e naturezas possam exercitar plenamente o direito à expressão nos espaços públicos, garantindo-se que a população tenha livre acesso a estas apresentações;
3) que os mesmos direitos sejam garantidos também aos movimentos sociais em suas diferentes configurações (sindicatos, SABs etc).
- Se você concorda: divulgue, compartilhe, encaminhe ao seu vereador.
A voz da cidade é a voz de cada um de nós!
5 de março de 2013
Frase (sobre Amor e peixes)
O Amor por um peixe ou por uma tartaruga é um exercício pleno do Amor Verdadeiro: aquele que não espera nada em troca. Amor é fundamentalmente doação... e Amar faz bem em si.
P.R.Barja
3 de março de 2013
Lunatus Ensemble Medieval - In Taberna (Carmina Burana)
Gravação de uma "canção de bebedeira" da Carmina Burana medieval
- com letra adaptada para o português:
2 de março de 2013
Haikai na madrugada
(para Reginaldo Poeta)
no meio do escuro
o Poeta vê poesia
por cima do muro
no meio do escuro
o Poeta vê poesia
por cima do muro
(P.R.Barja)
1 de março de 2013
Para que serve o poeta?
(um soneto a Cyrano)
Para que serve o poeta?
Para iluminar por dentro
- para procurar o centro
da alma com sua seta.
Para que serve um poema?
Para falar de um país
- ou do amor da meretriz
pelo artista de cinema.
Ela fica bem mais bela
- pode até virar donzela
pelo verso do poeta.
Terceiriza-se a paixão
- o poeta vai ao chão,
morto pela sua meta.
Para que serve o poeta?
Para iluminar por dentro
- para procurar o centro
da alma com sua seta.
Para que serve um poema?
Para falar de um país
- ou do amor da meretriz
pelo artista de cinema.
Ela fica bem mais bela
- pode até virar donzela
pelo verso do poeta.
Terceiriza-se a paixão
- o poeta vai ao chão,
morto pela sua meta.
(P.R.Barja)
17 de fevereiro de 2013
AY MI! Dame de valour (clipe)
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15 de fevereiro de 2013
14 de fevereiro de 2013
11 de fevereiro de 2013
Marchinha da Libertação (Barja/Vernice)
(marchinha composta assim que o papa anunciou, em plena segunda de carnaval, que renunciaria ao cargo)
5 de fevereiro de 2013
4 de fevereiro de 2013
1 de fevereiro de 2013
"O Amanhã Nunca Sabe" (vídeo de mandalas)
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29 de janeiro de 2013
Um bilhete para Bukowski
Nasci e vivo nesse (patético?) modo “continuamente ligado”.
Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus
igualmente, meus sentidos se aguçam, intensificam, mostrando que não é possível
desistir do ser humano.
Procuro ser comedido: respeito as falsas distâncias imaginadas
pelos outros, até porque não desejo assustar ninguém.
Mas não finjo entender – e este é o ponto fraco que tem me
levado à maioria das encrencas. Tentando ser honesto com os outros, muitas
vezes sinto a alma ampliar-se livremente para além de mim, numa espécie de planície
espiritual.
Não deixo nada pra lá. Meu cérebro não tem trancas: assim escuto,
assim respondo.
E ninguém é bronco demais que não perceba que estou
integralmente ali.
P.R.Barja
27 de janeiro de 2013
18 de janeiro de 2013
12 de janeiro de 2013
11 de janeiro de 2013
Carta do Leitor (11/jan/2013)
Da seção Carta do Leitor, jornal "O Vale", 11/jan/2013
Sobre os ex-secretários municipais
Os secretários do ex-prefeito Cury atiram contra o próprio partido e cospem no prato em que comeram por anos. Além disso, a celeuma expõe a completa falta de coerência entre as instâncias tucanas:
Os secretários do ex-prefeito Cury atiram contra o próprio partido e cospem no prato em que comeram por anos. Além disso, a celeuma expõe a completa falta de coerência entre as instâncias tucanas:
1) Emanuel Fernandes, legitimando o que o PSDB criticava;
2) Os ex-secretários, que ficaram quietinhos por anos e agora querem receber em dobro;
3) O ex-prefeito, que pelo visto não estava aberto ao diálogo nem com os próprios assessores.
Paulo Barja
10 de janeiro de 2013
7 de janeiro de 2013
6 de janeiro de 2013
5 de janeiro de 2013
Canção sem nome (videoclipe)
3 de janeiro de 2013
Lunatus Ensemble Medieval - La Manfredina (instrumental)
O Lunatus Ensemble Medieval é:
André Victor
Fancisco Espuny
João Carlos Braga
Paulo Barja
Wilson Melo
Aos professores
A certa altura do livro "A Misteriosa Chama..." (Umberto Eco), o personagem principal pergunta como foi possível mudar tanto em apenas 9 meses, adquirindo consciência crítica.
A resposta, no livro:
"Simplesmente porque mudou de professor. Um novo professor pode liberar o espírito crítico que um outro não permitia que se desenvolvesse."
2 de janeiro de 2013
1 de janeiro de 2013
Do Desejo
Desejo mora num apartamento
com vista para o mar. Porém, cuidado:
não pense (por favor!) que é um pecado
gostar de aproveitar o bom momento.
com vista para o mar. Porém, cuidado:
não pense (por favor!) que é um pecado
gostar de aproveitar o bom momento.
Desejo vive bem. Qual o problema?
Viver não tem que ser tormento algum.
Depois de um belo gol, grita: "Mais um!"
- e vai pra festa sem nenhum dilema.
Depois de um belo gol, grita: "Mais um!"
- e vai pra festa sem nenhum dilema.
Desejo vive em nós, suspira e sonha;
acorda com a cara mais risonha
e logo nos convida pra dançar.
acorda com a cara mais risonha
e logo nos convida pra dançar.
A urgência que Desejo em nós instala
é mais "sublime amor" que "quarto-e-sala"
- bom mesmo, então, é se deixar levar.
é mais "sublime amor" que "quarto-e-sala"
- bom mesmo, então, é se deixar levar.
P.R.Barja
31 de dezembro de 2012
30 de dezembro de 2012
Soneto da Ave da Vida
A vida é feita de certos momentos
que às vezes soam quase desatino:
redescobertas são novos inventos
guiados pela sorte ou por destino.
A vida é força e graça, nau incerta
que achamos dominar: doce tolice!
É sol e chuva na janela aberta,
maduro mergulhar na meninice.
O que define a refeição servida
não é a quantidade: é o sabor.
Não é medida em décadas a vida:
é feita de momentos, de calor.
É essa a minha ave preferida:
ave da vida, ávida de amor.
(P. R. Barja)
26 de dezembro de 2012
Soneto equino
Por que tampar os olhos dos cavalos,
deixando que olhem só
bem para a frente?
Em nós, a coisa é muito diferente:
se há horizontes, vamos alargá-los.
Por que temer novas experiências,
novos caminhos que se descortinam?
Sabemos que, nas Artes & Ciências,
as descobertas sempre nos fascinam.
Se as novidades surgem toda hora
e até certezas sofrem seus abalos,
por que brecar a vida logo agora?
Entre suspiros, tropeços e embalos,
vamos trotando pela estrada afora.
Saibamos aprender com os cavalos!
P. R. Barja
(2010-2012)
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