11 de fevereiro de 2013

29 de janeiro de 2013

Um bilhete para Bukowski


Nasci e vivo nesse (patético?) modo “continuamente ligado”.
Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos se aguçam, intensificam, mostrando que não é possível desistir do ser humano.
Procuro ser comedido: respeito as falsas distâncias imaginadas pelos outros, até porque não desejo assustar ninguém.
Mas não finjo entender – e este é o ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser honesto com os outros, muitas vezes sinto a alma ampliar-se livremente para além de mim, numa espécie de planície espiritual.
Não deixo nada pra lá. Meu cérebro não tem trancas: assim escuto, assim respondo.
E ninguém é bronco demais que não perceba que estou integralmente ali.

P.R.Barja

Varal de Cordéis (jan/2013)

 
 
(incluindo o lançamento: "Uma História Fabulosa")

11 de janeiro de 2013

Carta do Leitor (11/jan/2013)


Da seção Carta do Leitor, jornal "O Vale", 11/jan/2013

Sobre os ex-secretários municipais 

Os secretários do ex-prefeito Cury atiram contra o próprio partido e cospem no prato em que comeram por anos. Além disso, a celeuma expõe a completa falta de coerência entre as instâncias tucanas:
1) Emanuel Fernandes, legitimando o que o PSDB criticava;
2) Os ex-secretários, que ficaram quietinhos por anos e agora querem receber em dobro;
3) O ex-prefeito, que pelo visto não estava aberto ao diálogo nem com os próprios assessores.
         
Paulo Barja
 

Lunatus Ensemble Medieval: TROTTO & SALTARELLO


3 de janeiro de 2013

Lunatus Ensemble Medieval - La Manfredina (instrumental)

 

 
O Lunatus Ensemble Medieval é:
 
André Victor
Fancisco Espuny
João Carlos Braga
Paulo Barja
Wilson Melo

Aos professores

 
A certa altura do livro "A Misteriosa Chama..." (Umberto Eco), o personagem principal pergunta como foi possível mudar tanto em apenas 9 meses, adquirindo consciência crítica.
A resposta, no livro:
"Simplesmente porque mudou de professor. Um novo professor pode liberar o espírito crítico que um outro não permitia que se desenvolvesse."
 

1 de janeiro de 2013

Do Desejo

 
Desejo mora num apartamento
com vista para o mar. Porém, cuidado:
não pense (por favor!) que é um pecado
gostar de aproveitar o bom momento.
 
Desejo vive bem. Qual o problema?
Viver não tem que ser tormento algum.
Depois de um belo gol, grita: "Mais um!"
- e vai pra festa sem nenhum dilema.
 
Desejo vive em nós, suspira e sonha;
acorda com a cara mais risonha
e logo nos convida pra dançar.
 
A urgência que Desejo em nós instala
é mais "sublime amor" que "quarto-e-sala"
- bom mesmo, então, é se deixar levar.
 
P.R.Barja
 

30 de dezembro de 2012

Soneto da Ave da Vida

 
          A vida é feita de certos momentos
          que às vezes soam quase desatino:
          redescobertas são novos inventos
          guiados pela sorte ou por destino.
            A vida é força e graça, nau incerta
            que achamos dominar: doce tolice!
            É sol e chuva na janela aberta,
            maduro mergulhar na meninice.
          O que define a refeição servida
          não é a quantidade: é o sabor.
          Não é medida em décadas a vida:
          é feita de momentos, de calor.
                É essa a minha ave preferida:
                ave da vida, ávida de amor.
(P. R. Barja)
 

26 de dezembro de 2012

CAMPANHA


Soneto equino

 

Por que tampar os olhos dos cavalos,
deixando que olhem só bem para a frente?
Em nós, a coisa é muito diferente:
se há horizontes, vamos alargá-los.

Por que temer novas experiências,
novos caminhos que se descortinam?
Sabemos que, nas Artes & Ciências,
as descobertas sempre nos fascinam.

Se as novidades surgem toda hora
e até certezas sofrem seus abalos,
por que brecar a vida logo agora?

Entre suspiros, tropeços e embalos,
vamos trotando pela estrada afora.
Saibamos aprender com os cavalos!

P. R. Barja
(2010-2012)

Soneto pra vencer o frio

 
                        Quando o frio vem pra queimar a nossa pele;
                        quando somos açoitados pelo vento;
                        quando os sonhos se congelam ao relento,
                        justamente isso faz com que se revele
                        esse olhar que tranquiliza, de criança;
                        esse olhar cheio de força e de alegria;
                        esse olhar que me desperta a fantasia
                        de um Amor que vença a mais forte lembrança.
                        Esse Amor de aroma sólido é madeira
                        da qual erguem-se castelos já sonhados
                        que protegem contra o frio tal qual fogueira;
                        é o calor no coração de apaixonados:
é o encontro, seja na praia ou na feira,
que incendeia pelos olhares trocados.

P. R. Barja
 

22 de dezembro de 2012

Quadrinha policromática

(à moda de Quintana)
 
"50 tons de uma cor"
"50 tons?" - eu repito.
Se fossem 50 cores,
seria bem mais bonito!
P.R.Barja
 

20 de dezembro de 2012

Soneto da delicadeza


 
Como levar-te, Amor, delicadeza?
Como fazer pra ver o teu sorriso?
Como saber do que mesmo eu preciso?
Como aparar - sem dor - qualquer rudeza?

Embalo em cores o teu dia-a-dia
... mas queres preto e branco? Tudo bem.
Não queres carro? Vou te ver de trem.
Não queres prosa? Levo-te poesia. 

Deixo dourar, no forno dos afetos,
fatias finas de verso integral
(a massa é clássica e os grãos, concretos); 

Delicadeza assim, medieval,
é como as asas de belos insetos:
por vezes tocam e não fazem mal.

(P.R.Barja)

17 de dezembro de 2012

Poema da última segunda-feira



Mais uma segunda-feira 
de amor sempre renovado. 
O mundo vai acabar? 
Não: vai ser reinventado. 
(P.R.Barja)

14 de dezembro de 2012

A VIDA É MAIS QUE NOVELA



A vida é mais que novela,
mais até do que cinema:
tem suspense, amor, paixão,
reviravolta e dilema

Ninguém é coadjuvante:
é tudo ator principal
que segue a cena adiante
sem saber qual o final

E nessa história maluca,
perdido entre o chão e o céu,
algo aqui me funde a cuca:
qual será o meu papel?

P.R.Barja

8 de dezembro de 2012

Kit Self Service de CORDÉIS JOSEENSES - Lançamento!



Estou terminando de preparar os kits...
 
 
pra fazer o lançamento hoje (8/12) à tarde,
 
 
no Espaço Cultural Vicentina Aranha
 
 
no I Escambo EcoCultura
 
 
(ver aqui no blog)
 
 
- apareçam!
 
 
P. Barja
 
 

SONETO DAQUILO QUE SE CULTIVA

 
Afeto é flor perfumada
que mal se nota ao nascer,
mas quando é bem cultivada
vale a pena ver crescer;
 
Enfeita a nossa existência,
embala os sonhos da gente,
anima e dá consciência
da beleza à nossa frente.
 
No afeto, há só um espinho:
saudade... mas o carinho
é raiz, tem força em si.
 
Melhor ainda, por fim,
é saber que o seu jardim
não fica longe: é ali!

Paulo R. Barja
 

7 de dezembro de 2012

Carta do Leitor (07/12/2012)



Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 07/12/2012

Pinheirinho

Em todas as instâncias do caso Pinheirinho revela-se a falta de planejamento da administração municipal de São José. Em Porto Alegre (administrada pelo PDT), tem sido efetuada uma ação exemplar de desocupação pacífica e socialmente justa de um bairro inteiro. Todos os moradores foram cadastrados e cada família só sai quando já está construída (e paga, por eles mesmos) a nova casa. Lá houve planejamento de longo prazo, pois o processo previu três anos para transferência (e não poucas horas, como testemunhamos aqui).

Paulo Barja