13 de setembro de 2014
1 de setembro de 2014
Soneto Eleitoral (candidatura de ocasião)
Se a sigla significasse
o que diz que significa,
a coisa talvez mudasse;
pior do que está não fica.
Legenda? Pra que legenda?
O discurso não é sério.
A "ética" vive à venda
ou está no cemitério.
Sigla certa, ideia incerta:
muda-se de opinião
quando o cinto mais aperta.
Democracia? Quem dera:
"vale tudo" de eleição.
Quanto ao eleitor... já era!
P.R.Barja
29 de agosto de 2014
whatsapp (conto curto)
Ela andava triste, cabisbaixa, quando ouviu que a chamavam. Levantou o rosto e olhou para seu interlocutor, que perguntava:
– Ei, o que houve? Por que está desse jeito? Sua beleza anda opaca...
– Foi o resto da vida inteira que me fez assim. Agora, quase não durmo. Quando deito, ele vem me visitar...
– Ele quem?
– O demônio.
Ela não teria dito isso se não tivesse percebido que o rapaz tinha asas.
– Ah, que bobagem... Carpe Diem... aproveite o dia! O demônio tem medo de gente alegre.
Ele abriu então as asas – eram imensas – e esticou a mão para ela. Voaram juntos. E dançaram, sorriram... foram felizes. Quando ele a deixou em casa (pela janela!), a moça emanava luz. Deitou-se e dormiu imediatamente.
Naquela noite, quando o demônio se aproximou da cama, ela só abriu um olho e disse: BU!! E isso, esse simples “BU!!” impregnado de alegria brincalhona, assustou tanto o demônio que ele nunca mais voltou.
Paulo R. Barja
26 de agosto de 2014
Um Século, Um Segundo (um poema-ponte entre Física e Comunicação)
Um século atrás:
Física Quântica
(Planck, De Broglie, Bohr, Heisenberg...)
Pacotes de energia
Caráter dual da matéria
(partícula - precisa ou onda - difusa ?)
Princípio da Incerteza
(se a gente sabe "onde", não sabe "quando")
A OBSERVAÇÃO afeta O OBSERVADO
Um segundo atrás:
Jornalismo
Pacotes de notícias
Caráter dúbio da matéria
(o fato depende da fonte?)
Padrões de manipulação
(o que couber a gente publica)
A OBSERVAÇÃO afeta O OBSERVADO
(a tal ponto
que o ato de observar
chega a cria novos fatos)
P.R.Barja
24 de agosto de 2014
As Duas Portas (crônica)
Outro dia fui levar minha filha a um encontro
com colegas de escola. Não conhecia o endereço, mas imaginei que fosse na região
“mais nobre” da cidade. Esse “mais nobre” vai assim mesmo, entre parênteses,
por se tratar de expressão questionável, já que utilizada como eufemismo para
outra expressão, menos elegante: “mais cara”.
Enfim: era lá mesmo. Estacionei e, ao me
aproximar da entrada, a surpresa: havia duas rampas diferentes conduzindo a
duas portas diferentes. Aliás, corrijo-me: não eram portas e sim pesados portões
metálicos. No alto de cada um, inscrições que explicavam tudo: de um lado, “moradores”.
Do outro, “visitantes”. Naturalmente, logo ficou claro para mim que a segunda
palavra era outro eufemismo: por “visitantes”, entenda-se “todos os demais”, “os
outros” (ou, em última análise e para lembrar de um episódio pessoal bastante
chato, “forasteiros”).
Do lado de dentro, seguranças observavam
atentamente os candidatos à entrada na fortaleza (juro que estou me segurando
para não poluir o texto inteiro com aspas). Além dos seguranças, claro, as
indefectíveis câmeras de vídeo. Até aí, vocês podem argumentar que são questões
de segurança e tal. Mas o problema todo é que as duas portas ficam
exatamente uma ao lado da outra, sem nenhuma divisória, ou seja: a pessoa que
subiu a rampa – seja da esquerda ou da direita – chegará às duas portas ao
mesmo tempo. Pode-se inclusive imaginar facilmente a situação de um morador
subindo por um lado e um visitante (seguro as aspas) de outro, chegando ambos,
ao mesmo tempo, diante das mesmas portas.
Pergunto, do alto da minha humilde ignorância:
em que medida a existência de duas portas “etiquetadas” (não aguentei e coloquei
as aspas agora) garante a segurança de quem quer que seja?
Voltei para casa incomodado com aquilo. Para mim,
só há uma explicação: não se trata de segurança e sim de discriminar, separar
artificialmente uns dos outros. O caminho é praticamente o mesmo, porém “vocês
entram por aqui; os demais, por ali”.
A situação nos remete aos aeroportos europeus,
em que a entrada num país ocorre a partir de filas separadas para cidadãos
europeus e “os outros”. Embora questionável, pode-se argumentar que neste caso trata-se
de protocolos diferentes, envolvendo consulta a documentos diferentes – e que a
entrada ocorre por guichês diferentes. No caso do prédio VIP (sem aspas), a
cabine é única: as mesmas pessoas administram a entrada pelos dois portões. Além
disso, nenhum documento foi pedido para mim: fui julgado, creio, simplesmente pela
aparência.
O portão dos visitantes abriu-se para mim. Entrei
e imediatamente andei um metro para o lado, de modo que um segundo depois de
entrar eu já seguia a trilha exata dos moradores.
Confesso que muitas vezes não consigo
compreender coisas simples e me sinto meio burro. Foi o que senti ali, ao
estranhar algo que para a maioria das pessoas talvez já seja natural.
Meu questionamento: até que ponto é natural
encarar este tipo de separação como algo natural?
P.R.Barja
23 de agosto de 2014
Ali, naquele bairro simples (crônica)
“O morro não tem vez
mas se derem vez ao morro
toda a cidade vai cantar”
- Vinícius de Moraes
![]() |
| Equipe da E.E.Francisco Marques, Campo dos Alemães, S.J.Campos: gente que, definitivamente, faz a diferença |
Quero contar o que vi acontecer ali, naquele bairro simples, que não costuma aparecer nos jornais (as eventuais notícias insistem em vincular a região a cenas tristes, mostrando uma visão limitada e por isso mesmo deturpada de uma realidade bem mais bela).
Sim: naquele bairro tão simples, a beleza transparece nos olhos e corações, surge – espontânea – aqui e ali. Mas existe um local de onde a beleza se irradia. E sabem qual é o núcleo da beleza, ali, naquele bairro simples?
É a escola.
Ali, naquele bairro simples, tem gente que trabalha e se dedica a mudar para melhor não apenas o bairro como também a cidade. Gente que, durante a semana, dá aula e estuda; aos fins de semana, enfeita sua escola (sua, sim!) e convida os amigos pra festa. Gente que, em pleno sábado (ou domingo), leva os filhos à escola para fazer balé, tocar violino e pintar telas maravilhosas (são guiados por mãos de fada).
Passei a manhã admirando e me comovendo com tanto trabalho bem feito por gente de talento que a mídia não mostra. É gente como essa e trabalho assim, nesse bairro simples, que me inspira todo dia.
Sei que talvez essas pessoas nunca fiquem sabendo do texto que escrevo agora, emocionado. Por que escrevo, então? Porque desejo que muitos, que todos saibam que, perto da gente, tem gente nesse exato momento melhorando a rua, o bairro – melhorando o mundo.
A eles, nossa gratidão.
P.R.Barja
22 de agosto de 2014
19 de agosto de 2014
15 de agosto de 2014
1 de agosto de 2014
O Método do Grande Irmão
Agosto
- mês de cachorro louco, dizem alguns -se
aproxima. E eis que a CCR Nova Dutra adota o método 1984: anuncia o aumento
dos pedágios... SEM utilizar a palavra “aumento”! Nem sequer o termo “reajuste”
é mencionado.
O
informativo (fartamente) distribuído aos motoristas (em cada um dos muitos pedágios
da Via Dutra) diz apenas que “passam a vigorar novas tarifas de pedágio da Rodovia
Presidente Dutra”. Lança, em seguida, um singelo convite à população:
“Conheça
os valores das tarifas: ...”
Imagino
que os próximos comunicados sobre aumento no valor do pedágio falarão de “redução
com sinal trocado”. Num estágio mais avançado de desfaçatez, talvez cheguem a festejar
a “ótima notícia: valores mais adequados para o pedágio”!
Não
é novidade: na sociedade descrita por George Orwell no livro 1984
(escrito em 1948), simplesmente altera-se o registro do passado, para cercear
qualquer possibilidade de análise crítica. Deste modo, por exemplo, um aumento
de R$2,50 para R$2,70 pode ser anunciado como:
“Ótima
notícia! Alteração do pedágio para o valor reduzido de R$2,70”
As
pessoas, nesse caso, seriam levadas a crer que houve um decréscimo em vez de um
aumento, pois o valor antigo seria alterado em todos os registros para parecer
que houve uma queda, digamos, de R$3 (valor fictício) para "apenas
R$2,70".
Estejamos
atentos.
31/julho/2014
28 de julho de 2014
24 de julho de 2014
Nota (poema-protesto)
(para Eliete Santos, Diane Ichimaru, Marcelo Delabio Rodrigues
& todos aqueles que vão além das notas)
& todos aqueles que vão além das notas)
19 de julho de 2014
SP oficializando a discriminação: Vagão Rosa no metrô paulista
Acabo de ler que já está na mesa do governador paulista a proposta de criar um VAGÃO ROSA só para mulheres no metrô de SP. A ideia seria "evitar assédio".
Confesso que não entendo.
Então é assim? Mais uma vez, as "soluções políticas contra a opressão" significam trancafiar os próprios oprimidos? Não seria melhor se todos nos uníssemos para não permitir qualquer tipo de agressão às mulheres?
Sempre é mais fácil jogar a culpa nas vítimas.
Mas é, também, mais covarde.
17 de julho de 2014
16 de julho de 2014
Vida em vão? Não!
Que mundo estranho esse:
um pintor passa a vida ouvindo que "não vale nada" (e é tratado como louco);
depois que morre, um quadro seu passa a valer mais de 80 milhões de dólares.
O contrário já seria melhor...
(P.R.Barja)
11 de julho de 2014
9 de julho de 2014
FALA, MESTRE!
Trechos de crônica de Nelson Rodrigues publicados originalmente em "O Globo" (1966) e depois lançados no livro "À Sombra das Chuteiras Imortais" (SP: Cia das Letras, 1993)
7 de julho de 2014
BRASIL - Here, There (and Everywhere)
Marcadores:
análise comparativa,
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estatística,
gráfico,
habitação,
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inclusão social,
jornal,
política,
saúde,
sociedade,
Washington Post
6 de julho de 2014
2 de julho de 2014
Microconto gastronômico
Em 10 minutos, aquela sopa justificou a fome dele pelas 10 horas anteriores.
(P.R.B,)
29 de junho de 2014
plenitude
não se pode limitar a plenitude
a plenitude
não é o indivíduo
a plenitude
vive em toda parte
há plenitude
(paradoxo doido)
em cada ponto
- mas ela é o todo
P.R.Barja
25 de junho de 2014
Crônicas da Copa: Deus é brasileiro, Neymar também
Foi por volta dos 15 minutos de jogo. O zagueiro adversário simplesmente empurrou Neymar, arremessando-o contra o alambrado e as câmeras da imprensa. Em seguida, claro, o brutamontes resolveu se fingir de bonzinho e estendeu a mão, mas o jogador brasileiro nem viu. Estava olhando o futuro.
Um minuto depois, Neymar recebeu na área e fez, num chute de primeira, o gol do Brasil. É assim que ele responde às pernadas: com lirismo. E lirismo de uma eficácia mortal.
Mas os Camarões ainda não estavam mortos e enterrados. Muito pelo contrário: logo em seguida foram para a frente, meteram uma bola na trave e, segundos depois, empataram o jogo.
Empate útil: serviu para evidenciar os erros de posicionamento da defesa do Brasil, as falhas de marcação. Isso sem falar em Marcelo, o saltimbanco trapalhão. Desde que fez aquele gol contra nos minutos iniciais da Copa, continua perdido. Enfim...
Após o empate, todos viram Neymar se aproximando para conversar com Felipão à beira do campo. O técnico do Brasil fazia gestos e caretas. Minha dublagem para a cena:
– Poxa, professor, quer dizer que agora vou ter que fazer outro?
– E o que é que EU posso fazer? Vai você, garoto!
Um minuto depois, Neymar chegou na entrada da área com a bola dominada, cortou o zagueiro e fez outro golaço. Daí em diante foi a torcida em festa até o intervalo. E ali, antes do retorno a campo, houve a cena-resumo da ópera: um jogador da seleção de Camarões foi até Neymar e pediu a camisa do craque – que atendeu na hora. Simples, tranquilo, feliz.
Que seja um exemplo para todos nós na vida. Tomar empurrão é muitas vezes inevitável, reagir é absolutamente natural – mas saber superar beira o sublime.
Acontece assim: o gênio esbanja desprendimento e generosidade. O craque joga para a equipe e ajuda a equipe a jogar. No segundo tempo, saiu enfim o primeiro gol de Fred (nosso centroavante, ou seja, aquele que é pago para fazer gols). Alívio e alegria geral da plateia e do time. Todos festejam. São essas comemorações, aliás, que vão aos poucos dando a aura de time, de conjunto e, ouso dizer, de Brasil para a seleção.
Com o jogo decidido, e percebendo o tamanho dos jogadores de Camarões, o técnico brasileiro tirou Neymar do jogo. Tirou também Hulk e Paulinho, que estavam mal e foram substituídos por Ramires e Fernandinho. Quanto a este último, garanto que muitos estranharam: “Quem? Mas nem no álbum de figurinhas da Copa esse tal de Fernandinho aparece!”
O fato é que o autofalante do estádio transmitia o resultado parcial do outro jogo do grupo e o México vencia a Croácia por um a zero, dois a zero, três a zero... epa! Empate no saldo de gols entre México e Brasil. Era urgente fazer mais um gol.
Acontece assim: o craque, mesmo após a substituição, continua em campo. Inspira os companheiros e a torcida. E foi um inspirado Fernandinho que fez o quarto gol brasileiro (agora, se alguém perguntar quem é Fernandinho, já dá para responder: “aquele do quarto gol”).
No meio da euforia, ainda tive a sensação de que seria bom olhar o jogo do México. Mudei de canal (sob protestos da plateia presente) bem na hora do gol da Croácia, que reduzia o saldo mexicano e sacramentava o Brasil como líder do grupo.
Um comentário pós-jogo:
Quando o jogador é craque mesmo, é um perigo fazer dois gols numa só partida. Corre-se o risco de esquecer as dezenas de jogadas geniais do sujeito e falar só dos gols. Não vou cometer esse pecado aqui: o que o Neymar fez nesse jogo é coisa de lenda, seja curupira ou saci pererê. Só faltou dar nó em pingo d´água. Após o jogo, um locutor comentava os gols do Neymar dizendo: “coitados dos zagueiros”. Discordo. Na minha opinião, feliz do zagueiro que teve a honra de ser driblado pelo Neymar – pode até pedir a camisa dele para guardar de lembrança.
P.S.: Nos outros jogos, deu o esperado: 1) Holanda 2, Chile 0, placar definido apenas nos últimos 15 minutos, quando a Holanda resolveu jogar de verdade; 2) Espanha 3, Austrália 0, despedida algo melancólica dos ex-campeões mundiais, valorizada pelo belíssimo gol de Villa, de letra.
23/junho/2014
23 de junho de 2014
CR7ônicas da Copa: Até o último instante - e além
Amigos: falemos sobre EUA x Portugal, este confronto épico e improvável que ocorreu em gramado brasileiro agora à noite. Dramaticidade total! Um placar decidido aos 49 minutos do segundo tempo de jogo – aliás, faltavam 20 segundos para o apito final – comprova de uma vez por todas que estamos vivendo a Copa das Copas. Por isso, não queiram objetividade nesta hora. Não é possível. Um jogo definido deste modo é uma aula sobre Arte e humanidade: aumenta a responsabilidade de atores de teatro e cinema, de bailarinos, compositores, poetas. Sim! Não é possível aceitar a mediocridade – nem nos palcos, nem nos gramados – após testemunhar uma apresentação assim.
Não estou falando de qualidade ou técnica, compreendam. O que uma partida de futebol como a de hoje nos ensina é que não podemos nos conformar com manifestações artísticas definidas e/ou controladas por bur(r)ocratas via editais. É necessário garantir espaço para a invenção, o improviso, até mesmo para o desespero criativo. Pois foi esse o grande mérito de Portugal neste jogo: o desespero criativo. Acreditar além do possível, ou, por outro ponto de vista, recusar-se a aceitar o que se convencionou chamar de “destino”. Por sinal, há décadas, o próprio gênio mudo falou: “que nossos esforços desafiem as impossibilidades”. Grande Chaplin.
Vejam que coisa: Portugal, hoje, ensinou-nos a desconfiar do fado, da fatalidade!
Nunca houve craque tão vilipendiado antes da hora quanto Cristiano Ronaldo. Eleito melhor do mundo recentemente! Mas a humanidade é bárbara, sádica, perversa. Mal começou o jogo e já se lia nas redes sociais as mais terríveis acusações: Cristiano isso, Cristiano aquilo, Cristiano não veio ao Brasil e tal. Querem saber mais o que? Amigos meus, gente boa que conheço, acusou Cristiano de ter virado astro só porque é um jogador que tira a sobrancelha. Sim, meus amigos, até isso foi dito. E o mais incrível é que, por exatos 94 minutos, não houve resposta possível.
Todos os que viram o jogo perceberam que o crucificado Cristiano enfrenta problemas físicos. É o joelho! Sempre é o joelho. Mas também está nitidamente em estado de exaustão, fraqueza física até. Não sou médico, não sei dar diagnóstico preciso. Pode mesmo ser tristeza, melancolia, dessas que às vezes atingem os melhores do mundo – estaria legitimamente dentro do espírito português algo assim.
Pois bem: durou 94 minutos isso. Tudo seguia o roteiro já tradicional da Copa 2014: um time faz o primeiro gol e em seguida retrai-se até levar a virada. Com um agravante: o segundo gol dos Estados Unidos foi feito... de barriga! Golpe de sorte, talvez, mas humilhante ao ponto de irritar os deuses. Não se poderia admitir um final de drama assim, tão antidramático – tão pequeno, se me permitem.
Então aconteceu: no último lance do jogo, Cristiano recebe a bola na direita, corre com ela e faz o cruzamento mais perfeito desta Copa, colhido perfeitamente por Varela para decretar o placar final. Dois a dois, e qualquer definição fica para a próxima rodada.
As chances de classificação da seleção portuguesa são ínfimas, após esse empate. Mas existem. E, se a Península Ibérica resiste ainda até o fim da semana, isso ocorre graças a Portugal. E a Cristiano, que cristianamente superou a dor, o joelho, a melancolia e nos reensina, mais uma vez, a desafiar as impossibilidades.
Para mim, este único lance já valeu a vinda de Portugal.
22/junho/2014
21 de junho de 2014
20 de junho de 2014
19 de junho de 2014
17 de junho de 2014
15 de junho de 2014
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