Lirismo para combater a automatização

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29 de fevereiro de 2012

Soneto Numérico


Poetas falam muito de infinito.
Do amor que sentem, dizem: “perco a conta”.
Não fazem cálculos, só rimas tontas
e vários versos, mas nenhum bonito.

Poetas mentem. Nenhum é sincero.
“Beijo 1000 vezes...” É, quem conta um conto...
só foram três ou quatro beijos, ponto!
Muito exagero, noves fora, zero.

São quatro-olhos vendo as três-marias.
Pintam o sete. Dizem ler poesia,
mas mal disfarçam sua miopia.

Agora escutem, escrevam depois:
não exagerem ! Num verso de amor,
se “1000” é muito, ainda é menos que “2”.

(Paulo Barja, 2001)

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