Caravana do Cordel, SP, 2011

Vídeos (seleção)

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Poema da Bebel


vento  vai
vento vem
mas
com você
fico  bem

Isabel M.Barja
em maio/2012
(8 anos de idade!)


terça-feira, 22 de maio de 2012

Muito mais...



ZENILDA VALE MAIS QUE ACADEMIA!


(e vale muito mais que o pequeno poema que estou preparando pra ela nesse instante,
com amizade terna e eterna)

P.R.Barja

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Carta do leitor (16/05/2012)


 Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 16/05/2012

Tamoios

Na verdade o governador não está inaugurando a duplicação da Tamoios, e sim o início dos trabalhos - com 18 anos de atraso. A duplicação é necessária, mas já começa cara: além dos quase R$ 5 bilhões previstos (isso precisa ser muito bem fiscalizado), há esse absurdo tempo de espera.
Paulo Barja

Obs.: Curiosamente, o jornal "O Vale" cortou o trecho seguinte da minha postagem, que fazia referência ao Cine-Teatro Benedito Alves. Segue o teor do trecho omitido pelo jornal:
Aqui em São José dos Campos, o Cine-Teatro Benedito Alves teve reabertura prometida para 2003 e até agora, 9 anos depois, nada foi feito. Será que os tucanos locais também acham "18 anos" um prazo razoável, assim como os estaduais?


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eterno, como Arte


   Futebol é Arte - e, como Arte, tem instantes que se eternizam e merecem ser lembrados para sempre. Pra quem realmente aprecia os "brincantes da bola", uma atuação de gala é mais importante do que qualquer prêmio ou taça. É pra relembrar, curtir na tela de novo e de novo, como uma música maravilhosa que a gente conhece de cor mas precisa ouvir de vez em quando, pra renovar a experiência.

(escrevo pensando no solo do George Harrison em "Something". Nenhuma nota a mais, nenhuma a menos. Vale o mesmo para o primeiro gol do Ganso ontem)

   Ah, sim:  e pra quem insiste em dizer que "Futebol é momento, futebol é momento", lembro que Música também é momento, Teatro também é momento, Dança também é momento... e a Vida, uma coleção de momentos. Que bom!

P.R.Barja

Mães do Pinheirinho


      As fotos, tiradas da janela, no segundo andar da capela do Jardim Colonial, registram o nascimento da Associação de Mães do Pinheirinho, na tarde do primeiro domingo de maio de 2012:



      Contem com a gente para as ações culturais/educativas. Força sempre!

P.R.Barja

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pinheirinho, 100 dias depois

Segunda, 7 de maio de 2012.

   Passei ontem pelo Pinheirinho. Agora só há ruínas por lá. Ruínas de casas, ruínas de sonhos... NÃO HÁ NINGUÉM NAQUELE LUGAR.
   Demoliram as casas, expulsaram os pobres, mas o rico meliante não aparece. Nem manda limpar! O lixo pode ficar por ali - só os pobres não podiam.
   Levei a máquina fotográfica. Queria registrar alguma imagem - poder mostrar uma prova do crime.
   Não fiz foto nenhuma. Não consegui. Mas a imagem anda impressa em mim.
   O terreno está abandonado - sim, voltou a ser abandonado, quando estava quando foi ocupado, 8 anos atrás.
   O terreno está ABANDONADO - enquanto especuladores pensam em como ganhar dinheiro com isso. E não se importam com as vidas humanas. A Vida, afinal, é um detalhe.
P.R.B.

domingo, 6 de maio de 2012

Manifesto sobre um teatro (literalmente) INVISÍVEL

Neste sábado, 5 de maio de 2012, um grupo de artistas foi ao local onde deveria existir o prometido "Novo Teatro Municipal de São José dos Campos" para marcar o aniversário de 4 anos deste projeto que, literalmente, nasceu ao contrário. Vejam só...

"Onde está o teatro? O gato comeu, o gato comeu e ninguém o viu..."
"Vira vira vira, vira vira vira, vira vira vira... virou!?"
 
O cartaz diz tudo...
Artistas-cidadãos em bloco...
Cantar, seja lá como for! Resistimos, logo existimos...
... pra manter a Cultura em Movimento

O protesto foi noticiado pelo jornal "O VALE"na edição de 06/05/2012:


* Acessem o blog dos Cordéis Joseenses pra conhecer o Cordel-Rap do Teatro Invertido preparado para esse triste aniversário...
P.R.Barja

terça-feira, 1 de maio de 2012

Provérbio africano

"Até que os leões tenham seus próprios historiadores,
as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador."

(provérbio citado por Eduardo Galeano no Livro dos Abraços)

domingo, 29 de abril de 2012

"FOGO FÁTUO" e o dilema PROZAC/PROJAC


   "O REI ESTÁ NU!" - essa é certamente a frase que ressoa em muitos dos espectadores da peça FOGO FÁTUO, em cartaz no SESC Santana até 27/5. Trata-se de um trabalho vigoroso que tem como uma de suas maiores virtudes a profunda honestidade que propõe nas relações entre as diversas instâncias presentes (de um modo ou de outro) em cena: escritor, ator, indivíduo, público, cidadão, sociedade, criador/criatura... "e o diabo a 4".

   Nunca é demais lembrar que o mito é, talvez por definição, atemporal - assim como a questão do criador-em-crise (presente "dia sim, outro também") em tantos de nós, reconheçamos. Mas é claro que o tema ganha relevância nesses "tempos modernos" em que a dupla PROZAC e PROJAC parece comandar o imaginário (e o real) de boa parte da sociedade. Se a meta é "crescer e aparecer" a todo custo, de preferência sorrindo e mandando beijinho pra galera, nega-se cada vez mais o direito à crise, ao tempo de amadurecimento da criação, ao silêncio necessário do criador. Tudo é ritmo, tudo é pressa, os fins justificam os meios e algo acaba se perdendo no "Vale Tudo das Artes".

   FOGO FÁTUO propõe um respiro necessário nessa loucura. Poderia ser receitada como "prescrição médica" para alguns, contra a mentalidade fast food tão presente em nosso cotidiano. Nesse sentido, é fantástico o início da peça, que de cara já propõe uma quebra de ritmo: somos inseridos no tempo-sem-tempo (o fade-out final poderia explorar ainda mais isso, com as luzes baixando lentissimamente para nos lembrar de respeitar este tempo-sem-tempo do Escritor criando. Talvez alguns tenham pressa de bater palma e levantar, mas outros vão captar a mensagem).

   O trabalho é um típico work-in-progress: logo após a apresentação do último sábado, pudemos acompanhar um pouco do sempre instigante processo de (re)criação, com sugestões sendo coletadas e compartilhadas entre criador e criatura. Mas, afinal, quem é quem? Nem é o caso de fazer a pergunta, uma vez que ambos criam e são criados em cena. E aqui temos um fato curioso: a nítida diferença de desenvoltura cênica entre Hélio Cícero e Samir Yazbek (nem seria justo exigir “paridade” aqui) colabora inclusive para trazer novas camadas de leitura a alguns trechos da peça. Insistente, a pergunta “Quem é você?” é provocadora e essencial para este Escritor em busca de uma pista criativa – que pode vir na forma de um pacto proposto por Mefisto em crise.

   Apenas discordamos de um pequeno trecho do texto de apresentação no programa da peça: a crise compartilhada entre Fausto e Mefisto (este, auxiliado pela interpretação soberba de Hélio Cícero), em vez de gerar descrença, acaba sendo um último e maravilhoso recurso de sedução. Uma espécie de "canto do cisne", ao qual é praticamente impossível o Escritor manter-se surdo. O pacto, agora democratizado, ressurge como solução digna para ambas as partes. Afinal, se a "outra" alternativa é a proliferação da maldade gratuita, talvez ainda seja melhor garantir um espaço para Mefisto nesse mundo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Carta do (e)leitor (26/04/2012)


Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 26/04/2012
GM em SJC

Chega a ser constrangedora a posição do prefeito Eduardo Cury diante da ameaça de cortes de postos de trabalho em São José. Ele simplesmente não faz nada. Muitos prefeitos ajudam a trazer e manter postos de trabalho em suas cidades, independentemente dos sindicalistas. Pesquisem a crise de Santos em 1989 e verão o que um prefeito pode fazer se quiser REALMENTE trabalhar pela cidade. É muita incompetência andar na contramão do Brasil.

Paulo Barja

Soneto sobre a beleza


Quero a beleza que balança, natural,
sem vãos retoques, imperfeita, inteira, plena.
Não a beleza produzida no cinema,
mas a da moça de sandália e avental.

Quero a beleza que evolui no dia-a-dia.
Aquela que o tempo só faz mais elegante.
Beleza simples, que dispensa alto-falante.
Sem correção, regime, droga ou cirurgia.

Quero a beleza sem batom, beleza calma.
Não a inventada: a descoberta, mais real.
Beleza boa, paz e amor, de corpo e alma.

Beleza viva: pôr-do-sol no fim da tarde.
Beleza assim, cheia de luz, nunca é banal,
é pura, é zen, só faz o bem e nunca arde.

Paulo Barja 

obs.: este soneto é parte integrante do Cordel Joseense "Sonetos de Amor & Cuidados",
mas pode e deve ser fruido de modo totalmente independente

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Carta do (e)leitor (25/04/2012)


Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 25/04/2012

Centro de SJC
   Em relação à reportagem do último domingo do jornal O Vale sobre projetos da Prefeitura de São José dos Campos para recuperar as praças do centro, considero importante que se melhore a qualidade de trabalho para os camelôs e a qualidade do comércio para a população do centro.
   Mas enquanto isso o Cine Teatro Benedito Alves continua fechado e o novo Teatro Municipal é motivo de piada em todo o Brasil. É caso único de Teatro INVERTIDO, consumindo verba milionária da cidade.
   Pergunto: quem foram os beneficiados até agora com o Teatro INVERTIDO? Eis um tema que merece investigação aprofundada. 
Paulo Barja

sábado, 21 de abril de 2012

Pinheirinho - Análise apartidária


PINHEIRINHO - Analisemos os fatos sem partidarismos:

1) O Pinheirinho tinha dono. Será? Ó que se sabe é que até o início dos anos 70 era do governo do Estado de SP. A "posse" de Naji Nahas, anunciada em 1981, é questionável juridicamente;

2) Nahas, SE era proprietário, NUNCA poderia ficar devendo TODOS os impostos durante estes 31 anos. A dívida chegou aos DEZESSEIS milhões de reais, só que o prefeito Eduardo Cury (PSDB) deu DESCONTO a Nahas agora em 2012, abaixando a dívida para pouco menos de 14 milhões;

3) Além disso, a prefeitura gastou (dados oficiais) outros 14 milhões na "operação Pinheirinho", somados a outro tanto do Governo do Estado com pms etc;

4) A Constituição Federal arbitra a propriedade dizendo que esta precisa ter função social.
Conclusão: o Pinheirinho, hoje, pode ser da prefeitura ou do Estado, mas nunca de Naji Nahas. Assim, está mais que na hora de cobrar a PROMESSA feita pelo próprio prefeito em agosto/2011, quando ele disse em entrevista (gravada): "Agora que o povo do Pinheirinho está organizado, vamos regularizar, só que é necessário paciência pois o processo é longo e pode demorar alguns anos".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

UNIVAP sedia palestra com o autor do livro "PRIVATARIA TUCANA"

O papel da universidade é sediar e estimular o debate político aberto a toda a sociedade. Neste 19 de abril, às 19h, a UNIVAP sedia a palestra-debate com o autor do livro "Privataria Tucana". Os organizadores do evento estão de parabéns, e toda a sociedade joseense está convidada!

terça-feira, 17 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Refletindo sobre Arte


(para pessoas inspiradoras: Adriana Barja, Eduardo Okamoto, Jair Alves, Tin Urbinatti e tantos outros que são "artistas" porque são "humanos")


  "O teatro não é revolucionário em si mesmo, mas certamente pode ser um excelente ensaio..." (BOAL)

 "Não digam: 'Este homem não é um artista!' porque, se vocês puserem tamanha barreira entre vocês e o mundo, vocês ficarão fora do mundo; se não lhe derem o título de artista, talvez ele, a vocês, não lhes dê o título de homens (...) por isso digam: É UM ARTISTA PORQUE É UM SER HUMANO." (BRECHT)

  A Arte não é revolucionária em si - pode vir a ser um ensaio (importante) para uma revolução. Mas, se "treino é treino e jogo é jogo", não se deve querer que a Arte (o treino) esteja acima da Vida (o jogo real). Assim, não há espaço para arrogância, muito menos para a (falsa) divisão das pessoas em "artistas" e "outros".

 
 
*  *  * 
 
 
"O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres
não passam de meros atores." (SHAKESPEARE)
"O homem é um animal político."  (ARISTÓTELES)

  O ser humano é um ser político. O ser humano é um ser artístico.
  O ser humano também é um ser social: não pode fazer só para si.
  Como aquele-que-faz-política, aquele-que-faz-arte é um servidor.
  Quando consciente disso, tem a vantagem de poder escolher a quem serve.
 
 
*  *  *


"Não se entra no mesmo rio duas vezes." (HERÁCLITO)

  Se Arte é ensaio (como diz Boal), quem faz Arte é aquele que treina, ensaia, trabalha: o operário em construção
  Não nasce pronto. Não fica pronto, pois não é produto.
  Não se entra na mesma peça duas vezes. Não se entra na mesma Vida duas vezes...

Sobre o fazer artístico atual

(para Jair Alves e os Macunaímicos, com um abraço)

   Acompanhando debates recentes e importantes no Portal Macunaíma, atrevo-me a fazer aqui uma breve lista do que considero fundamental pra gente que trabalha com arte:
1) Respeito ao público (antes, durante e após o espetáculo);
2) Estar aberto a sugestões (generosidade no falar e no ouvir);
3) Tentar exercitar pensamento-e-prática que possam ir além das (surradas) dicotomias: “erudito x popular”, “palco x rua” etc. Há o que apreender (e aprender, mesmo) nos diversos campos.
   Exemplifico: como escritor de cordel, busco aprender e apreender tanto com a mordacidade de um Leandro Gomes de Barros quanto com o lirismo de um Drummond. Não contraponho um a outro, nem me interesso muito em calcular um eventual “índice de revolução” na obra de cada um deles.
   Por sinal, preparem-se para um “choque de realidade”. Prontos? Aqui vai: Michel Teló (Ai, se eu te pego... te quebro a cara) já entrou na parada de sucessos dos States! Azar dos americanos: é o contra-ataque da mediocridade brazuca.
   Por que trago isto aqui? Porque este fato da vida real, por incrível que pareça, aponta um possível caminho para nós:

Busquemos uma Revolução da Qualidade!

   Vamos levar sonetos e música medieval para as nossas feiras, e cordel para os colégios e universidades! A qualidade será nossa bandeira.
   Sejamos intransigentes no respeito à vida e à arte. Viva a Revolução...

domingo, 8 de abril de 2012

Teatro "Como a Gente Gosta"


Chegando da Curitiba com belas lembranças na bagagem... da família (sempre!)  e do Teatro:


Abaixo, a ligação direta para o texto que escrevemos sobre a peça:

Porque o que é bom tem mais é que ser divulgado mesmo: viva o Teatro!

O Velho Duque da vez, entre suas filhas (Rosalinda/Mariana e Bebel, a tímida)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O sentido da dor em cena


   Acho que estamos de acordo: seja qual for a linguagem, urge buscar um sentido para a sensação de vazio e para a dor em cena.
   Para que esta vá além de dor vazia, "encenada".
   E, se é verdade que isso pode surgir a partir das terras árabes, até mesmo em terras joseenses (o prefeito aqui é um Cury, por sinal) é possível encontrar situações de dor que podem sensibilizar realmente o artista, para que este sensibilize o público.
   Penso que essa seria uma nobre função da arte: tocar aquele que muitas vezes não é (mais) tocado pelos fatos cotidianos, porque perdeu a noção do tanto que há de dor ao seu redor.
Por sinal, isso foi brilhantemente conseguido com o trabalho de Eduardo Okamoto, "Agora e na Hora de Nossa Hora". Artista exemplar, aliás, ao terminar o debate assumindo que o trabalho (com o qual já rodou o mundo) é, sim, um trabalho "em progresso", "em construção".
   Não poderia ser diferente: afinal, como disse Vinícius (trazido também brilhantemente por Tin Urbinatti), somos todos OPERÁRIOS EM CONSTRUÇÃO.

domingo, 1 de abril de 2012

Questões nada bufas

(texto publicado originalmente no Portal Macunaíma: "Questões nada bufas")


   Tendo terminado há pouco a Mostra Joseense, venho até aqui retomar algumas questões bem colocadas durante a Mostra e que podemos ver nas críticas aqui publicadas. Tivemos contato com obras “de baixo custo e alto poder de alcance”, como AQUI TREM, por exemplo. E creio que acabamos de ver o outro lado dessa história/debate. Trata-se do "MISTÉRIO BUFO" que, a meu ver, perde-se no que, em Análise do Discurso, poderíamos chamar de "silenciamento pelo excesso". Muita produção, muita canção e texto mas, por fim, a pergunta que não quer calar: a que, ou a quem, serve tudo isso?
    Ressalto que a pergunta é ainda mais importante quando se constata o inequívoco potencial do time reunido para a
montagem.
   Certamente, qualquer análise "técnica" aqui seria descabida (do tipo: belíssimo piano ao vivo porém fora de sincronia com a voz em alguns momentos), face a questões maiores e mais prementes. Arrisco-me a colocar aqui algumas delas:
   1) Acho que vivemos em tempo em que é absolutamente necessário questionar o papel dos palavrões no discurso (seja ou não cênico). Como dizia o grande poeta José Paulo Paes, o palavrão (e sei que é curioso admitir isso) é uma importante instituição, que por isso mesmo não pode ser utilizada "a torto e à direita" (não há erro de digitação aqui). O uso indiscriminado gera um esvaziamento do discurso, e o palavrão despejado perde o caráter (que poderia ter) de revolta justa e plena de sentido, para cair numa vala comum que, para dizer o mínimo, não é transformadora – e entretém tanto quanto o “Ai, se eu te pego” que já somos obrigados a aturar fora do teatro.
   2) Qual a "real crítica que sobra
" quando se mistura indistintamente o papa, o nazismo e Che Guevara no mesmo saco de pancadas (ou “saco de merda”, para ficar no linguajar da montagem)? Aqui a coisa pega mesmo, pois toda atividade humana é, queiram ou não, política. Assim, o roteiro do “Mistério Bufo” sugere uma generalização do tipo “todas as ideologias são a mesma porcaria” – generalização essa que tem servido de alicerce e escudo para justificar o que temos de píor no cenário político. Passar recibo nesta visão de que “todos são errados por igual e o inferno é uma belezinha comparado com o que temos aqui” é inaceitável. Saindo do teatro, isso equivaleria a abraçar com fé essas Marchas Contra a Corrupção (marchas-bufas?) promovidas por corruptos e que atiram somente numa direção: a direção dos outros (já que o inferno são os outros, como diria o escritor).
   Enfim, esperei pacientemente o término da sessão na expectativa de um debate que seria importante e cuja ausência me levou a escrever aqui, propondo essas questões que são, a bem dizer, de todos nós, e de todos os dias.
    Deixo aqui um abraço ao trio de debatedores que muito nos enriqueceu nestes dias joseenses. Segue o diálogo!
P.Barja

"Agora e na Hora de Nossa Hora"


de/com Eduardo Okamoto. A peça, apresentada ontem aqui em São José dos Campos, é tão marcante que ficamos uma hora debatendo depois, e praticamente NÃO se falou de teatro (como bem apontou o Jair Alves). Esse talvez seja o mérito principal (dos muitos) desse trabalho: trazer para a sociedade a discussão sobre a situação dos moradores de rua - em particular, as crianças e adolescentes. 

Porque a Verdade está lá fora, mas precisa reverberar dentro de nós.

   A peça tem mais uma apresentação hoje (01/04/2012), às 19h, no CET/Parque da Cidade. Para quem sabe o momento que vivemos aqui em São José dos Campos, com tanta intolerância e ódio, ver é quase uma obrigação.


Obs.: vale também pra quem não se importa com nada disso (o que acho difícil) mas quer ver um trabalho artístico fortíssimo. Alô, sr. prefeito!

sábado, 31 de março de 2012

Carta do (e)leitor (31/03/2012)


Da seção CARTA DO LEITOR, "O Vale", 31/03/2012

Obras públicas

   Sobre a reportagem publicada pelo jornal O VALE em relação ao pacote de obras entre a Via Dutra e a Rodovia Carvalho Pinto em São José e a passarela que não foi feita, a (não)explicação utilizada foi a de sempre: "não houve exclusão da obra, mas ela foi adiada."
   Só faltou dizer quando é que a obra será realizada.
   Será que vai ser que nem a (re)abertura do Cine Teatro Benedito Alves, que ocorreria ainda na gestão do Emanuel Fernandes em 2003 e vem atrasando, digamos, um pouquinho?

Paulo Barja

sexta-feira, 30 de março de 2012

Poemeto pro Millôr (1)


LADO A LADO

O Mal humorado diz:
"Quem acha que eu tô feliz
  vá cuidar do seu nariz!"
 
Responde o Bem humorado:
"Quem acha que eu tô zangado
  olhe bem pro cara ao lado...!" (rs)

P.R.Barja