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25 de agosto de 2013

Soneto do Não Arrependimento

(para Piaf, pela voz em "Je Ne Regrette Rien". E na Vida.)


Eu não conheço mesmo tudo que há em mim:
os heterônimos submersos, os naufrágios,
os versos todos não escritos, os sufrágios...
não sei do início, nem do meio, nem do fim.

Mas eu conheço a plenitude dessa entrega
a todo Tempo, em cada Espaço, a cada Vida:
nada é matéria morna ou dor amortecida.
Montanha russa? É, talvez... não cabra-cega!

Não me arrependo: dou valor a cada instante.
Verdade interna, a transparência no sentir
me descortina um dia lindo logo adiante.

"Je ne regrette rien", já disse voz que eu amo.
Eu não represo sentimento. Quer sair?
Que saia em versos, em canção. Eu não reclamo.
Paulo R. Barja

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