Lirismo para combater a automatização

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6 de outubro de 2014

Ode ao Burguês Secular (SP, 1922+92)


outsider em meu próprio estado
(e não me venham com maiúsculas)
acumulo milhas nas costas
atinjo a "maioridade à margem"
recebo assim renovada
democrática porrada
fartamente distribuída
- sem distinção -
a professores alunos pobres malfeitores
sim
pobreza é crime aqui
cercar terreno não é crime:
basta ter grana passar cheque sem fundo               quebrar a bolsa do Rio
e te deixam ficar devendo
30 anos, 60 milhões
ganha ainda apoio armado
mas pobre tem que ser bom pagador
(o relógio nunca atrasa para o pobre)
experimenta furar a conta de luz
aliás
não importa
vivemos no escuro mesmo


êêêê são paulo
ê são paulo
são paulo da garoa
são paulo da tortura boa
sim
garoa é sangue aqui
a turma de uniforme diz que as balas são de borracha
ops escapou uma aqui outra ali
dizem também: "quem procura acha"
cotas a cumprir menino(a)s a despir
brincantes a despejar
pobres a afugentar
pra longe das passarelas
azuis e amarelas
Ah, Mário, doce Mário, que sonhou são paulo no Brasil
viajando tanto ao Nordeste
em missão de integração
Mário Bandeira Drummond
o teeeeeeeeeempo paaaaaassssssssaaaa!
a valsa acabou
a água acabou
a usp vai mal
e o ministério da verdade adverte:
"beber bosta prejudica a capacidade cerebral"
(hein? o que? gol de quem?)
diz que gosta, sem engulho:
bebe bosta com orgulho!
são paulo russomano!
são paulo feliciano!
são paulo, dize-me com quem andas e te direi
aliás
já disse
...

(P.R.Barja, a partir de Mário)


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