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21 de julho de 2017

O DISCURSO FEMININO NO RAP: Garotas que não são de Ipanema (link para artigo completo)


   A música popular é um canal de manifestação popular, propício à expressão de pontos de vista a respeito de diferentes aspectos da sociedade. Neste contexto, na periferia dos centros urbanos brasileiros, predominam dois estilos musicais que carregam em si dois discursos fundamentalmente opostos no que tange às questões de gênero: o funk e o rap. Este trabalho propõe uma reflexão sobre o discurso de gênero nas letras do rap feminino de São José dos Campos. Após pesquisa de letras de música interpretadas por mulheres rappers, selecionou-se aquelas consideradas mais significativas para uma avaliação que se propõe comparativa: cada rap é analisado junto a uma canção tradicional brasileira. Observa-se que o rap feminino se contrapõe ao machismo ainda presente na sociedade e, por extensão, na música popular brasileira. As rappers desempenham assim um papel importante, e a presença deste rap em eventos da periferia permite a expressão feminista pela via da comunicação popular e alternativa, ganhando espaço nas ruas e também na internet.
   Contextualizando o problema - Em seu clássico texto A Identidade Cultural na Pós-Modernidade, Stuart Hall (2014) cita uma série de grandes avanços sociais ocorridos no que chama de modernidade tardia (período que situa na segunda metade do século passado); trata-se, a bem dizer, de rupturas de discursos predominantes até então. Nesse texto, Hall destaca o feminismo como movimento social impactante, capaz de politizar a própria formação identitária, a partir do reconhecimento das questões de gênero como políticas. Desde que despontou o feminismo, décadas já se passaram; pode-se afirmar, no entanto, que ainda hoje o movimento é não apenas atuante como necessário, haja vista a disparidade de tratamento entre homens e mulheres em diferentes setores da sociedade, bem como a frequência com que se relatam atos de violência cometidos especificamente contra mulheres.

obs.: Trabalho apresentado no GT Comunicação Popular e Alternativa do PENSACOM BRASIL 2016.  Para ler o artigo completo, clique AQUI.

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