Lirismo para combater a automatização

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12 de abril de 2012

Sobre o fazer artístico atual

(para Jair Alves e os Macunaímicos, com um abraço)

   Acompanhando debates recentes e importantes no Portal Macunaíma, atrevo-me a fazer aqui uma breve lista do que considero fundamental pra gente que trabalha com arte:
1) Respeito ao público (antes, durante e após o espetáculo);
2) Estar aberto a sugestões (generosidade no falar e no ouvir);
3) Tentar exercitar pensamento-e-prática que possam ir além das (surradas) dicotomias: “erudito x popular”, “palco x rua” etc. Há o que apreender (e aprender, mesmo) nos diversos campos.
   Exemplifico: como escritor de cordel, busco aprender e apreender tanto com a mordacidade de um Leandro Gomes de Barros quanto com o lirismo de um Drummond. Não contraponho um a outro, nem me interesso muito em calcular um eventual “índice de revolução” na obra de cada um deles.
   Por sinal, preparem-se para um “choque de realidade”. Prontos? Aqui vai: Michel Teló (Ai, se eu te pego... te quebro a cara) já entrou na parada de sucessos dos States! Azar dos americanos: é o contra-ataque da mediocridade brazuca.
   Por que trago isto aqui? Porque este fato da vida real, por incrível que pareça, aponta um possível caminho para nós:

Busquemos uma Revolução da Qualidade!

   Vamos levar sonetos e música medieval para as nossas feiras, e cordel para os colégios e universidades! A qualidade será nossa bandeira.
   Sejamos intransigentes no respeito à vida e à arte. Viva a Revolução...

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