Quero a beleza que balança, natural,
sem vãos retoques, imperfeita, inteira, plena.
Não a beleza produzida no cinema,
mas a da moça de sandália e avental.
Quero a beleza que evolui no dia-a-dia.
Aquela que o tempo só faz mais elegante.
Beleza simples, que dispensa alto-falante.
Sem correção, regime, droga ou cirurgia.
Quero a beleza sem batom, beleza calma.
Não a inventada: a descoberta, mais real.
Beleza boa, paz e amor, de corpo e alma.
Beleza viva: pôr-do-sol no fim da tarde.
Beleza assim, cheia de luz, nunca é banal,
é pura, é zen, só faz o bem e nunca arde.
Paulo Barja
obs.: este soneto é parte integrante do Cordel Joseense "Sonetos de Amor & Cuidados",
mas pode e deve ser fruido de modo totalmente independente
Paulo, adorei!!!!O Soneto todo é uma beleza.Beijão.
ResponderExcluir