28 de outubro de 2011
27 de outubro de 2011
21 de outubro de 2011
Justiça igual para todos
Após 25 anos, o sentimento é de profunda tristeza - infelizmente não há muito o que comemorar.
Mas a esperança na vida renasce quando pensamos que, a partir de agora, doutores sabem que poderão pagar por seus crimes com a cadeia:
18 de outubro de 2011
Poema-resposta (não precisa selar)
TRILHA QUE SE INICIA
preciso confessar: estou feliz
aqui, mesmo correndo sem parar
feliz por perceber que assim, aos poucos,
aprendo a me deixar emocionar
a cada perspectiva de um encontro,
a cada nova chance pra inventar
encontro representa interferência
e chance de real transformação;
celebro, a cada encontro, a própria Vida,
em corpo e alma sinto integração;
encontro é construir conjuntamente:
é fonte para toda criação
por isso é que celebro cada encontro:
encontro o que há de mais sagrado em mim;
a gente toca a gente e, desse encontro,
poesia nasce, cresce e não tem fim
- por isso é que respondo o teu convite
dizendo para o Mundo todo: "SIM" !
para Andréa Mourão e toda a equipe do Trilha Arte Factu
15 O - Arte política em SJC (Vídeo - parte 2)
Segunda parte do vídeo com trechos da manifestação realizada na manhã de 15/10/2011 em São José dos Campos. Estudantes e artistas unidos na luta por uma cidade melhor:
Marcadores:
cidadania,
Cordéis Joseenses,
Hiure Queiroz,
jornal,
manifesto,
notícias,
Osni Henrique,
poesia,
política cultural,
Política e poesia,
São José dos Campos,
Silvia Galter,
teatro-jornal
15 O - Arte política em SJC (Vídeo - parte 1)
Acabamos de postar no YouTube a primeira parte do vídeo com trechos da manifestação realizada em frente à Praça Afonso Pena, em 15/10/2011, unindo artistas e movimento estudantil - arte política, por uma cidade melhor:
Marcadores:
Arte,
arte política,
Boal,
cidadania,
Cordéis Joseenses,
movimento,
política,
política cultural,
Política e poesia,
Praça Afonso Pena,
teatro,
teatro-jornal,
vídeos,
YouTube
15 de outubro de 2011
15O em São José dos Campos
Fotos do 15O joseense - Arrumando o caminhão de som, sem medo de expor a indignação. Na pauta: poesia, notícia e cantoria - chuva pra gente é refresco!
| Não estamos mortos... |
Em breve, o vídeo no Youtube - se você também acha que tá mais que na hora de se posicionar diante de tanta coisa que tá acontecendo por aqui, venha com a gente!
14 de outubro de 2011
11 de outubro de 2011
Desmascarando a mentira
Prezados,
indico a leitura da nota abaixo:
É por isso que eu digo: temos que estar sempre atentos!
Saudações cidadãs,
Paulo Barja
9 de outubro de 2011
"O Piano" (homenagem à mestra)
Eis a letra da canção:
O PIANO
Há um piano à beira do mar:
é necessário voltar.
Há um mistério mudo no ar:
sonho me faz recordar.
Doce é o meu farol:
nada de mal me alcança.
A tempestade lança
seus raios sobre mim,
mas toco e vejo sol.
Há um chamado, como um cantar;
vem lá do fundo do mar.
Há um piano esquecido lá,
em silêncio, a repousar...
Dulce é meu farol:
nada de mal me alcança.
A tempestade lança
seus raios sobre mim,
mas toco e vejo sol.
(Paulo R. Barja)
7 de outubro de 2011
Produção artística e difusão literária - por um debate aberto
Prezados amigos, escritores e/ou acadêmicos joseenses,
Nas últimas 24h, recebi - de 4 fontes diferentes - essencialmente a mesma mensagem, apresentando edital aberto pela Prefeitura de SJC no final de setembro.
Transcrevo aqui o email recebido:
- - - - - - - - - -
Enviada em: Quarta-feira, 5 de outubro de 2011 16:15
Assunto: Início do período de cadastramento para autores residentes no município de São José dos Campos
Por considerar de extrema importância essa iniciativa, fui ler o edital, que assim descreve o que se espera dos projetos inscritos:
"Projeto, contendo Plano de Ação, contemplando atividades artísticas como teatro, música, pintura, desenhos, histórias em quadrinhos, saraus, hora do conto e teatro de fantoches."
Ao ler, pensei: ah, posso convidar artistas que se interessem em ajudar a difundir a literatura de cordel nas escolas joseenses junto comigo. Vamos fazer algo realmente bom - e comecei a pensar em gente da melhor qualidade para essa empreitada. Então liguei para o telefone indicado no próprio edital para "informações adicionais" e perguntei:
- Por favor, qual a ajuda de custo que será oferecida aos escritores e aos artistas participantes do projeto?
Agradeci a informação, desliguei e fiquei pensando: puxa, será que se esqueceram de que escritores, atores e músicos tem gastos com transporte? Precisam comer, se vestir, e para isso trabalham...
1) O que se entende por "valorização"?
2) Especificamente, o que seria "valorização dos autores de livros residentes no município"?
3) Quais as chances de escritores e artistas serem chamados a contribuir na elaboração de futuras propostas municipais para as áreas de Educação e Cultura?
4) Existe algum risco desse "programa gratuito de valorização da literatura na base do amor à camisa" ser utilizado como peça de campanha política, uma vez que 2012, o ano previsto para implementação, é ano eleitoral?
Esclareço que não sou filiado a partido político e não proponho aqui uma discussão partidária. Por outro lado, como membro da Academia Joseense de Letras (AJL), tenho o dever de me posicionar, até porque a comissão avaliadora prevista no edital inclui a AJL.
1) Que tal um edital para formação de Estantes de autores joseenses em todas as escolas e bibliotecas municipais? A prefeitura pode avaliar e comprar os livros ou obras que considere de excelência para a formação educacional dos jovens da cidade.
2) Outra proposta seria um Cadastro de artistas que se disponham a apresentar em escolas obras vinculadas à literatura, recebendo para isso um cachê adequado. Sei de muitos grupos joseenses que tem desenvolvido esse tipo de trabalho, independentemente da prefeitura, graças à sensibilidade de professores e diretores de escolas públicas e particulares. Mas é claro que seria bom contar com o apoio da administração municipal.
3) Futuros editais da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) poderiam incluir especificamente uma categoria Literatura, voltada para criadores literários que apresentem propostas de atividades como palestras, encontros literários e rodas de leitura, atuando assim na difusão da literatura em nossa cidade.
Creio que muitas cabeças pensam (muito) melhor que uma. Assim, minha ideia com esse texto é apenas propor a abertura de um debate franco e democrático sobre a efetiva valorização da literatura e dos criadores artísticos em nossa região. Por favor, contribuam com ideias, questões, propostas...
Assunto: Início do período de cadastramento para autores residentes no município de São José dos Campos
Caros autores,
Boa tarde!
No dia 03 de outubro de 2011, teve início o processo de cadastramento de autores residentes no município de São José dos Campos, na Secretaria Municipal de Educação.
Esse cadastramento ocorrerá até o dia 14 de outubro. (Por gentileza, verificar detalhes do processo de inscrição no Anexo - Edital nº 06).
A abertura do processo de cadastramento pretende contemplar a primeira etapa da execução da Lei Municipal nº 8368/11, que dispõe sobre a criação do Programa de Valorização dos Autores de Livros residentes no Município. Pedimos, por gentileza, que leiam os detalhes no Edital em anexo. Ressaltamos que as informações também serão divulgadas no site oficial da Prefeitura. Sem mais.
Atenciosamente,
Mirian Menezes de Oliveira
Orientadora de Componente Curricular do Programa Sala de Leitura
- - - - - - - - - -
Por considerar de extrema importância essa iniciativa, fui ler o edital, que assim descreve o que se espera dos projetos inscritos:
"Projeto, contendo Plano de Ação, contemplando atividades artísticas como teatro, música, pintura, desenhos, histórias em quadrinhos, saraus, hora do conto e teatro de fantoches."
Ao ler, pensei: ah, posso convidar artistas que se interessem em ajudar a difundir a literatura de cordel nas escolas joseenses junto comigo. Vamos fazer algo realmente bom - e comecei a pensar em gente da melhor qualidade para essa empreitada. Então liguei para o telefone indicado no próprio edital para "informações adicionais" e perguntei:
- Por favor, qual a ajuda de custo que será oferecida aos escritores e aos artistas participantes do projeto?
Resposta:
- Não haverá nenhuma ajuda de custo. O edital prevê apenas a divulgação das obras literárias.
Agradeci a informação, desliguei e fiquei pensando: puxa, será que se esqueceram de que escritores, atores e músicos tem gastos com transporte? Precisam comer, se vestir, e para isso trabalham...
Aos que pensam que devemos fazer tudo "por Amor à Arte", respondo: fazemos isso todos os dias, cada um do seu jeito - inclusive dentro da sala de aula! Mas, embora o Amor alimente, inverto aqui a (sempre atual) frase dos Titãs para lembrar que "a gente não quer só diversão e arte": comemos, pensamos - e, pior ainda, ainda nos arriscamos a questionar, por acreditar na construção conjunta (dialética, democrática) de um modelo efetivo de política cultural em nossa cidade.
Proponho aqui uma reflexão conjunta sobre as seguintes questões:
1) O que se entende por "valorização"?
(Tem a ver com "trabalhar por valor zero", ou talvez com o conceito de "meritocracia", tal como apresentado na proposta do plano de carreira para os servidores municipais?)
2) Especificamente, o que seria "valorização dos autores de livros residentes no município"?
3) Quais as chances de escritores e artistas serem chamados a contribuir na elaboração de futuras propostas municipais para as áreas de Educação e Cultura?
4) Existe algum risco desse "programa gratuito de valorização da literatura na base do amor à camisa" ser utilizado como peça de campanha política, uma vez que 2012, o ano previsto para implementação, é ano eleitoral?
Esclareço que não sou filiado a partido político e não proponho aqui uma discussão partidária. Por outro lado, como membro da Academia Joseense de Letras (AJL), tenho o dever de me posicionar, até porque a comissão avaliadora prevista no edital inclui a AJL.
Sei que o tempo de cada um de nós é valioso, então para ganhar tempo proponho alternativas:
1) Que tal um edital para formação de Estantes de autores joseenses em todas as escolas e bibliotecas municipais? A prefeitura pode avaliar e comprar os livros ou obras que considere de excelência para a formação educacional dos jovens da cidade.
(obs.: este ano já foram implantadas várias "cordeltecas joseenses" em municípios de SP e Paraná, com apoio do governo federal, porém é dada prioridade a municípios com baixo IDH, pois entende-se que cidades como São José dos Campos apresentam condições de bancar iniciativas semelhantes).
2) Outra proposta seria um Cadastro de artistas que se disponham a apresentar em escolas obras vinculadas à literatura, recebendo para isso um cachê adequado. Sei de muitos grupos joseenses que tem desenvolvido esse tipo de trabalho, independentemente da prefeitura, graças à sensibilidade de professores e diretores de escolas públicas e particulares. Mas é claro que seria bom contar com o apoio da administração municipal.
3) Futuros editais da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) poderiam incluir especificamente uma categoria Literatura, voltada para criadores literários que apresentem propostas de atividades como palestras, encontros literários e rodas de leitura, atuando assim na difusão da literatura em nossa cidade.
Creio que muitas cabeças pensam (muito) melhor que uma. Assim, minha ideia com esse texto é apenas propor a abertura de um debate franco e democrático sobre a efetiva valorização da literatura e dos criadores artísticos em nossa região. Por favor, contribuam com ideias, questões, propostas...
Saudações cordelísticas,
Paulo Roxo Barja
5 de outubro de 2011
Precisão
(para o amigo Moacyr Pinto)
O sapo, quando ele pula
Não pula por boniteza
Mas pula por precisão
Nas ruas, o cidadão
Não corre por boniteza
Mas corre por precisão
O homem que está com fome
Não come por boniteza
Mas come por precisão
A nossa indignação
Não nasce por boniteza
Mas nasce por precisão
Se a dor ensina a gemer,
Tão grande quanto a esperança
É nosssa resolução:
Ninguém precisa sofrer
Por medo de ver mudança
- que venha mudança então!
29 de setembro de 2011
Precisamos conhecer Pedro Lobo
O livro Pedro e os Lobos, de João Roberto Laque, acaba de ser indicado ao Prêmio Jabuti, na categoria reportagem. A obra conta a história do ex-policial militar Pedro Lobo, que participou da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Mais informações através do blog:
22 de setembro de 2011
O Que Somos (poema pra falar na rua)
(Quinta-feira, 22/09/2011. Mais uma passeata dos estudantes joseenses, saindo do centro da cidade em direção à Câmara Municipal. Dessa vez, com a participação dos trabalhadores dos Correios, em greve contra a abertura da ECT à iniciativa privada. Segue um poema para retratar o momento)
Somos como água da chuva:
cada gota é importante
- é somando nossas gotas
que a chuva molha bastante
Somos como a simples uva:
bem pequena, isso é verdade
- mas as uvas, todas juntas,
alimentam à vontade
Avançando em campo aberto,
como o vento somos nós:
pela porta ou pelas frestas,
chega a todos nossa voz
Força, moçada! |
21 de setembro de 2011
Matéria da TV sobre o Cine Teatro (Vanguarda News, set/2011)
Prezados,
Esta semana a TV Vanguarda colocou no ar a matéria feita sobre o Cine Teatro Benedito Alves, incluindo declarações de alguns dos (muitos) envolvidos na luta pela recuperação deste espaço cultural da nossa cidade - lembramos que essa é uma luta de todos nós enquanto cidadãos joseenses.
Na matéria, a prefeitura garante que, com apoio da iniciativa privada, o teatro será entregue (de volta) à população até o meio do ano que vem. Segue a ligação para o vídeo:
| Celso, Jacqueline e Paulo, em frente ao Cine Teatro |
A parte final da matéria apresenta um trecho do poema "A Seca da Alma", em que menciono os políticos que pensam no povo só quando chega a eleição...
tanto bate até que fura:
A Seca d´Alma é tão dura
quanto a Seca do Sertão"
Em seguida a jornalista conclui dizendo que "tá dado o recado" e que a TV vai cobrar o cumprimento da promessa de "teatro funcionando até o meio de 2012".
Nós também vamos cobrar o cumprimento dessa promessa!
20 de setembro de 2011
PRETO NO BRANCO (e não o contrário)
Vejam a propaganda da Caixa, mostrando Machado de Assis... branco!
Não dá pra deixar sem resposta uma dessas. Então... aqui vai uma resposta:
MACHADO ERRADO
(Paulo R. Barja)
(Paulo R. Barja)
A propaganda da Caixa
errou com espalhafato:
Machado não era branco,
nasceu e morreu mulato!
errou com espalhafato:
Machado não era branco,
nasceu e morreu mulato!
Cortaram a machadadas
a cor que era do Machado;
na Caixa, virou fantasma:
ficou branco e assustado!
a cor que era do Machado;
na Caixa, virou fantasma:
ficou branco e assustado!
Não pode passar em branco
um erro tão grave assim:
se com o Machado erraram,
o que vão fazer de mim?
um erro tão grave assim:
se com o Machado erraram,
o que vão fazer de mim?
Pra que ser alienista?
Melhor é que seja franco:
se não quiserem mulato,
não entro mais nesse banco!
Segue o clipe da marchinha "Machado Errado", disponível no YouTube:
Melhor é que seja franco:
se não quiserem mulato,
não entro mais nesse banco!
Segue o clipe da marchinha "Machado Errado", disponível no YouTube:
19 de setembro de 2011
Ler e ver Boal, porque é bom - e necessário
Prezados,
cheguei há pouco aqui em São José dos Campos e tinha que escrever sobre a maravilha que foi ver "Murro em Ponta de Faca", do grande Augusto Boal, no SESC Belenzinho - com um afiado elenco paranaense dirigido por Paulo José. Agradeço (muito!) ao pessoal do Portal Macunaíma, que indicou a excelente montagem. Valeu muito a pena, estou cada vez mais impregnado pela força do trabalho do Boal, tão bem apresentado nesse espetáculo. Confesso que fiquei impactado a ponto de não conseguir falar com os atores depois... mas é daquelas peças que a gente vem reverberando interna e externamente na viagem de volta, e depois.
Embora cercado por gente querida do teatro, não tenho formação teatral (venho da música), mas Boal pra mim é uma porta de entrada - necessária, diga-se de passagem. Nos tempos atuais, impossível não bater cada vez mais forte a sensação de "cidadão da Grécia moderna" (feliz expressão da crítica publicada no Macunaíma) com vontade intensa de se manifestar a respeito de questões atuais e eternas, locais e universais. Percebo que estudar nossa História (não a dos livros didáticos) é essencial até mesmo para compreender nossa função enquanto artistas-cidadãos.
No meio de tanta força cênica, um detalhe bonito da montagem é ver Maria lendo Eduardo Galeano - O Século do Vento, se não me engano (por coincidência, o primeiro livro dele que me chegou às mãos). Galeano tem tudo a ver com Boal. Ambos, presenças fortes e necessárias.
A peça nos instiga e fortalece. E fortalece também a sensação de que, afinal, somos todos hermanos (lembro a canção de Atahualpa Yupanqui): cada qual con su camino, mas buscando a construção coletiva de um país e de um mundo melhores. Obrigado, atores e crítica, por tudo isso. É como dizem na peça: a gente se vê por aí, a gente se encontra, numa rua desconhecida que seja, mas se encontra...
MURRO EM PONTA DE FACA - Texto de Augusto Boal. Direção de Paulo José.
Com Abilio Ramos, Erica Migon, Gabriel Gorosito, Laura Haddad, Sidy Correa e Nena Inoue.
18 de setembro de 2011
Pela Salvação do Cine Teatro
(ou "Pitadas de teatro-jornal", p.2)
Segue mais um material importante para o resgate da história de São José dos Campos na área cultural - em particular, no que se refere ao Cine Teatro Benedito Alves. Mais uma contribuição da historiadora e bailarina Eliete Santos:
Neste sábado, 17/09/2011, Cesar Pope e sua Rádio Aguapé deram o tom valeparaibano do "Playing for Change Day", celebrado com atividades em todo o mundo.
Durante as atividades na praça, Eliete me passou a matéria; aí, no meio da apresentação musical do (excelente!) Max Gonzaga, fui ao microfone, anunciei: "Pausa para uma notícia importante!" e fiz a leitura de trechos da matéria acima.
Só após a leitura, dei a informação: "Pessoal, essa matéria é de MARÇO DE 2003!"
Pra gente ver que essa luta vem de longe, e infelizmente ainda é atual...
(obs.: ressalto na foto a presença da querida Eva Sielawa, que acolheu a gente na vinda pra cá, pouco antes dessa matéria do ValeParaibano)
Marcadores:
César Pope,
Cine-Teatro Benedito Alves,
Eliete Santos,
Eva Sielawa,
Max Gonzaga,
política cultural,
Rádio Aguapé,
São José dos Campos,
teatro-jornal
17 de setembro de 2011
Pitadas de Teatro-Jornal (1)
Praça Afonso Pena (São José dos Campos), sábado, 17/09/2011, pouco depois de meio-dia. A data é especial: "Playing for Change Day" (Dia para Atuar por Mudanças), em todo o mundo. Aqui em São José dos Campos, a organização está por conta de Cesar Pope e sua (de todos nós) Rádio Aguapé.
Leitor Crítico (LC), com o jornal na mão, dirige-se ao povo na praça:
- Pessoal, quem aqui sabe o que significa "Pronto atendimento"?
Moça responde:
- É algo rápido!
LC, então, pergunta:
- E esperar 3 horas pra ser atendido... isso é rápido??
Coro responde:
- NÃO!
LC comenta:
- Ué, que estranho... aqui no jornal tá dizendo que o povo tá esperando 3 horas na fila pra ser atendido numa tal de "Unidade de PRONTO ATENDIMENTO"... Será que eu tô me confundindo ou tô lendo direito? É isso mesmo??
- Pessoal, quem aqui sabe o que significa "Pronto atendimento"?
Moça responde:
- É algo rápido!
LC, então, pergunta:
- E esperar 3 horas pra ser atendido... isso é rápido??
Coro responde:
- NÃO!
LC comenta:
- Ué, que estranho... aqui no jornal tá dizendo que o povo tá esperando 3 horas na fila pra ser atendido numa tal de "Unidade de PRONTO ATENDIMENTO"... Será que eu tô me confundindo ou tô lendo direito? É isso mesmo??
Pronto. Nenhuma ofensa, apenas fatos. Agora é fomentar a discussão.
13 de setembro de 2011
Ballet no Cine-Teatro Benedito Alves (1988)
A historiadora e bailarina Eliete Santos acaba de compartilhar conosco uma preciosidade: um programa de ballet apresentado no Cine-Teatro Benedito Alves em 1988. Ampliamos assim o alcance dos relatos coletados: música, teatro, dança...
Segundo Eliete, "o balé chegou a São José dos Campos com Damares Antelmo em 1968, mas foi no Cine-Teatro Benedito Alves da Silva que aconteceu pela primeira vez, em 1988, a apresentação de trechos de balés famosos em São José dos Campos. Antes disso nunca se havia feito trechos de balés internacionais em São José. Vimos naquele dia O Lago dos Cisnes, Giselle, o pas de deux de O Corsário, Lês Sylhides e o pas de deux de Carmem."
Obrigado, Eliete, por ajudar a preservar a memória das artes joseenses!
12 de setembro de 2011
Cantando na feira...
... de Santana, em São José dos Campos:
Valeu acordar cedo, em pleno domingo, pra poder fazer essa bagunça boa com gente tão especial. Saudações, parceiros!
9 de setembro de 2011
Diário de um Processo (12) - Teatro-cordel
(...)
FILMES - A pesquisa sobre filmes ligados ao nosso universo de interesse para este trabalho permitiu encontrar muitos filmes interessantes - a ideia é ver (e/ou rever) aos poucos.
O primeiro filme a circular no grupo foi O Céu de Suely (de Karim Ainouz). Achei que era importante "abrir a série" com um filme recente, pra estimular cada um de nós a construir a ponte entre a primeira metade do século XX e os dias atuais.
Embora tenhamos feito uma lista de muitos filmes interessantes para assistir, dá para destacar, até o momento, dois trabalhos em particular:
- Cabra Marcado para Morrer (de Eduardo Coutinho; a história de como o filme levou mais de 20 anos pra ficar pronto é tão importante quanto o filme em si)
- Morte e Vida Severina (aí tem tudo: o texto do João Cabral, a realidade visual e a verdade do José Dumont)
TEATRO-JORNAL - Em agosto, começamos a nos aproximar mais claramente da idéia de Teatro-jornal: passei a comprar regularmente um jornal local pra gente discutir as notícias. A ideia é inserir, na parte inicial da performance teatral A Seca da Alma, a apresentação (após análise crítica) de notícias recentes que consideremos relevantes para reflexão. E foi nesse estágio que pintaram mais duas apresentações:
1) na abertura da programação do Teatro em Processo, proposto por Wangy Alves para ocorrer a cada última quinta-feira do mês, no Centro de Estudos Teatrais (CET) do Parque da Cidade;
2) na programação da Semana da Psicologia, realizada na UNIP.
Na apresentação do CET, abrimos com a notícia da possível entrega do Cine-Teatro Benedito Alves à iniciativa privada (ver mais material sobre isso aqui no blog). O grupo parecia intimidado, talvez pela presença de professores de teatro. Mas o debate foi produtivo. Mais uma vez recebemos a sugestão de valorizar a parte musical, que cativa o público. Ok!
No dia seguinte, na UNIP, a apresentação foi muito melhor (e para público bem maior, também). Como sempre, numa análise crítica do vídeo, dias depois, identificamos muitos pontos a melhorar. De todo modo... dois fatores contribuíram para a evolução da apresentação, creio:
1) voltamos a abrir A Seca da Alma com música;
2) a notícia escolhida para apresentação crítica foi a do aumento (de quase 60%) dos vereadores joseenses; acabou "nascendo" na hora um discurso de indignação que culminou com a leitura dos nomes dos vereadores que perpetraram a aprovação do aumento.
O primeiro filme a circular no grupo foi O Céu de Suely (de Karim Ainouz). Achei que era importante "abrir a série" com um filme recente, pra estimular cada um de nós a construir a ponte entre a primeira metade do século XX e os dias atuais.
Embora tenhamos feito uma lista de muitos filmes interessantes para assistir, dá para destacar, até o momento, dois trabalhos em particular:
- Cabra Marcado para Morrer (de Eduardo Coutinho; a história de como o filme levou mais de 20 anos pra ficar pronto é tão importante quanto o filme em si)
- Morte e Vida Severina (aí tem tudo: o texto do João Cabral, a realidade visual e a verdade do José Dumont)
TEATRO-JORNAL - Em agosto, começamos a nos aproximar mais claramente da idéia de Teatro-jornal: passei a comprar regularmente um jornal local pra gente discutir as notícias. A ideia é inserir, na parte inicial da performance teatral A Seca da Alma, a apresentação (após análise crítica) de notícias recentes que consideremos relevantes para reflexão. E foi nesse estágio que pintaram mais duas apresentações:
1) na abertura da programação do Teatro em Processo, proposto por Wangy Alves para ocorrer a cada última quinta-feira do mês, no Centro de Estudos Teatrais (CET) do Parque da Cidade;
2) na programação da Semana da Psicologia, realizada na UNIP.
Na apresentação do CET, abrimos com a notícia da possível entrega do Cine-Teatro Benedito Alves à iniciativa privada (ver mais material sobre isso aqui no blog). O grupo parecia intimidado, talvez pela presença de professores de teatro. Mas o debate foi produtivo. Mais uma vez recebemos a sugestão de valorizar a parte musical, que cativa o público. Ok!
No dia seguinte, na UNIP, a apresentação foi muito melhor (e para público bem maior, também). Como sempre, numa análise crítica do vídeo, dias depois, identificamos muitos pontos a melhorar. De todo modo... dois fatores contribuíram para a evolução da apresentação, creio:
1) voltamos a abrir A Seca da Alma com música;
2) a notícia escolhida para apresentação crítica foi a do aumento (de quase 60%) dos vereadores joseenses; acabou "nascendo" na hora um discurso de indignação que culminou com a leitura dos nomes dos vereadores que perpetraram a aprovação do aumento.
Trecho final de "A Seca da Alma", na versão de 26/08/11
Dias depois, postamos no YouTube os primeiros vídeos da performance (abertura e final dessa apresentação na UNIP), pelos quais recebemos uma mensagem animadora de Valdecy Alves:
"O pior do Poder Legislativo é que legisla mal, nada fiscaliza... HÁ UMA CERTA PROSTITUIÇÃO POLÍTICA PRATICADA PELA MAIORIA DOS MEMBROS DO PARLAMENTO A NÍVEL MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL...
Caldeirão foi uma alternativa de pessoas sofridas terem supridos os direitos fundamentais negados pelo Estado... uma busca da solução através da fé... comunismo antigo... mas destruíram Caldeirão... NADA FAZEM! NEM DEIXAM FAZER!
É preciso aprender com a história... vocês estão ensinando a compreender a história... para compreender-se! Para alterar destinos! E com a arte!
Caldeirão foi uma alternativa de pessoas sofridas terem supridos os direitos fundamentais negados pelo Estado... uma busca da solução através da fé... comunismo antigo... mas destruíram Caldeirão... NADA FAZEM! NEM DEIXAM FAZER!
É preciso aprender com a história... vocês estão ensinando a compreender a história... para compreender-se! Para alterar destinos! E com a arte!
Parabéns a todos os envolvidos no projeto.
Porque a arte fala ao sentimento... o sentimento humaniza a razão...
Com a indignação nascida, é possível reescrever a história das novas gerações... pois repetir erros históricos faz de um povo inteiro imbecil e de uma nação inteira um bando de idiotas incapazes de viver da forma menos pior possível.
A PIOR SECA É A DE HOMENS DE VERDADE E DE HUMANISMO!"
Porque a arte fala ao sentimento... o sentimento humaniza a razão...
Com a indignação nascida, é possível reescrever a história das novas gerações... pois repetir erros históricos faz de um povo inteiro imbecil e de uma nação inteira um bando de idiotas incapazes de viver da forma menos pior possível.
A PIOR SECA É A DE HOMENS DE VERDADE E DE HUMANISMO!"
- Valdecy Alves
(continua)
6 de setembro de 2011
A Vida é a Arte do Encontro (Festivale 2011)
A coisa mais bonita e importante da Vida são esses momentos fantásticos de encontro e compartilhamento: arte, afeto e generosidade, nessa busca pela construção de um mundo melhor. Foi uma grande alegria receber a Cia Buraco d´Oráculo e a peça "Ser Tão Ser" aqui em São José dos Campos. Disse muito pra gente, nós que estamos estudando pra fazer essa ponte entre a Seca da Alma e a Seca do Sertão. E, pra lidar com isso, só mesmo convocando a Palavra e a Música, o Verso e a Voz...
| Irmanados: contra a Seca da Alma, ARTE NA RUA! |
| Na Rodoviária Velha de São José, arando novos Campos para a Arte |
Que BOM poder encontrar, falar poesia e cantar junto com Edmilson Santini, Santos Chagas e o pessoal do Buraco D´Oráculo!
| Cantando para celebrar o tempo-espaço público do encontro |
Com direito a cantar "Asa Branca" na Rodoviária Velha, bem em frente ao Banhado - área de proteção ambiental de São José dos Campos para a qual estamos chamando a atenção através da poesia de cordel.
| Parceria que flui, natural... Edmilson e Santos Chagas não se viam há "uns 20 anos". O melhor da Arte é permitir esses (re)encontros. Coisa pra ser celebrada mesmo. |
A Vida é (mesmo) maior do que a arte. E na Vida, como na Arte, acredito no afeto como força revolucionária.
| "Eu te asseguro: não chore não, viu?" |
A Vida é (mesmo) a arte do encontro, já dizia o poeta - e isso é verdade.
| RJ, SJC e Curitiba: Edmilson Santini, Paulo Barja e Santos Chagas |
Poder receber Edmilson e Santos Chagas - e interagir com esses caras - é uma das maiores alegrias que esta cidade podia ter dado a esse cordelista feliz.
Marcadores:
afeto,
Buraco d´Oráculo,
Ciranda de Poesia,
Cordel-teatro,
Edmilson Santini,
encontro,
rodoviária,
rua,
Santos Chagas,
São José dos Campos,
Seca da Alma,
teatro
5 de setembro de 2011
HISTÓRIAS DO CINE-TEATRO
Essa postagem pretende ser um gesto afetivo pela preservação da vocação histórica do Cine-Teatro Benedito Alves. Todos as pessoas que já se apresentaram no Cine-Teatro estão convidadas a deixar aqui um relato sobre alguma vivência importante que tiveram no Cine-Teatro.
Cada relato recebido será publicado como comentário a esta postagem, e depois podemos organizar uma leitura coletiva desses relatos afetivos.
Cada relato recebido será publicado como comentário a esta postagem, e depois podemos organizar uma leitura coletiva desses relatos afetivos.
Até o momento, já temos 13 relatos:
1) Wallace Puosso
2) Karina Muller
3) Sônia Gabriel
4) Eduardo Rennó
3) Sônia Gabriel
4) Eduardo Rennó
5) Edson Gory
6) Andréia Barros
7) Wagner Moloch
8) Kardec Gonzaga
9) Julio Saggin
10) Eliete Santos
11) Eva Sielawa
12) Cláudio Mendel
13) Santos Chagas
Compartilhe também seu relato!
6) Andréia Barros
7) Wagner Moloch
8) Kardec Gonzaga
9) Julio Saggin
10) Eliete Santos
11) Eva Sielawa
12) Cláudio Mendel
13) Santos Chagas
Compartilhe também seu relato!
Saudações,
P.Barja
Marcadores:
Andréia Barros,
Cine-Teatro Benedito Alves,
Edson Gory,
Eliete Santos,
Eva Sielawa,
Kardec,
Karina Muller,
Mendel,
Moloch,
política cultural,
Puosso,
Santos Chagas,
São José dos Campos,
teatro
4 de setembro de 2011
Vídeos no YouTube
Segue ligação direta para o canal de vídeos "PRBarja" no YouTube, onde aos poucos estão sendo disponibilizados vídeos de apresentações (Cordéis Joseenses, BãoCantá e trabalhos diversos):
1 de setembro de 2011
Setembro
Setembro começou engajado por aqui:
- quinta à tarde, ato dos estudantes joseenses na Praça Afonso Pena contra o aumento abusivo dos políticos locais; em frente à Câmara, a moçada se juntou aos servidores municipais, em protesto contra o plano de carreira proposto pela prefeitura, que retira direitos dos trabalhadores;
- à noite, logo após a abertura do Festivale, ato na frente do Cine Teatro Benedito Alves, contra a proposta da prefeitura de, após sucatear o teatro, passá-lo para a iniciativa privada.
- quinta à tarde, ato dos estudantes joseenses na Praça Afonso Pena contra o aumento abusivo dos políticos locais; em frente à Câmara, a moçada se juntou aos servidores municipais, em protesto contra o plano de carreira proposto pela prefeitura, que retira direitos dos trabalhadores;
- à noite, logo após a abertura do Festivale, ato na frente do Cine Teatro Benedito Alves, contra a proposta da prefeitura de, após sucatear o teatro, passá-lo para a iniciativa privada.
Vários artistas passaram por lá - e a poesia esteve presente: Reginaldo & Zenilda, Cordéis Joseenses e a palavra utilitária do grande Moacyr Pinto, cujo poema "A São José do Mané" foi lido, ao megafone e à luz de velas, na escada do Cine Teatro.
"Todos juntos, somos fortes"
31 de agosto de 2011
Diário de um processo (11) - Teatro-cordel
(...)
Quebro conscientemente a ordem cronológica deste "Diário de Processo" para divulgar o primeiro vídeo da "Seca da Alma" que postamos no YouTube:
O vídeo é só do começo da peça (tal como apresentada em 26/08/2011), mas traz um exemplo do tipo de trabalho que queremos fazer, inserindo o "teatro-jornal" na apresentação, para estimular o pensamento crítico.
Viva Augusto Boal!
29 de agosto de 2011
Diário de um processo (10) - Teatro-cordel
(...)
Logo após a apresentação do final de julho, finalizei um prólogo para a peça, divulgado em duas partes no blog Cordéis Joseenses:
Ainda em agosto, avançaram nossos papos sobre teatro-jornal. Chegamos à conclusão de que seria bom começar a experimentar essa metodologia em apresentações, principalmente em espaços públicos.
http://www.cordeisjoseenses.blogspot.com/2011/07/teatro-cordel-prologo-parte-i.html
http://www.cordeisjoseenses.blogspot.com/2011/08/teatro-cordel-prologo-parte-ii.html
http://www.cordeisjoseenses.blogspot.com/2011/08/teatro-cordel-prologo-parte-ii.html
Ainda em agosto, avançaram nossos papos sobre teatro-jornal. Chegamos à conclusão de que seria bom começar a experimentar essa metodologia em apresentações, principalmente em espaços públicos.
Também avançamos na pesquisa sobre filmes ligados ao nosso universo de interesse para este trabalho...
(continua)
(continua)
28 de agosto de 2011
Parabéns a você...
... nesta data querida, Sônia Gabriel!
Como já te disse, desejo que continue nos ajudando a saber mais da terra pra viver mais perto do céu.
Afinal, o céu começa na terra - como diria o monge budista das histórias que te mandei, e que compartilho aqui para quem mais chegar:
(deixo aqui a ligação pro sítio da Sônia, pois vale uma visitinha lá, meu povo!)
27 de agosto de 2011
Diário de um processo (9) - Teatro-cordel
(...)
Na Mostra Urbana de Teatro do Espaço Cultural Flávio Craveiro, foram experimentadas diversas mudanças em relação à estreia:
i) As notícias/dados do IBGE passaram para o início da apresentação (antes ficavam no encerramento);
ii) Escrevi mais um trecho de narrativa em cordel para a parte final da apresentação, falando da viagem que muitos fizeram para "o Sul" (aí compreendidos todos os Estados que ficam "ao Sul do Nordeste");
iii) Para trabalhar a naturalidade da narrativa, sugerimos às moças a realização de atividades ligadas à vida no campo, durante a narração. Mari e Sílvia propuseram trabalhar com milho e mandioca (culturas muito significativas no sertão);
A recepção foi boa, dizem (pena que não pude estar presente, por conta da cirurgia). Mas, claro: de lá pra cá, várias outras ideias vieram ganhando corpo...
O grupo gostou da ideia de manter a performance "A Seca da Alma" no repertório, para apresentações curtas, enquanto continuamos os estudos para a criação de uma peça teatral mais longa, onde poderemos aprofundar a abordagem dos temas de interesse - história do Brasil (a que não aparece nos livros), migração e preconceito, entre outros.
Na sequência dos estudos, bom deixar registrada a relevância dos papos com Antonio Carlos Guimarães, sociólogo e professor da Univap, abordando temas como as diferentes visões da História do Brasil. Um exemplo particularmente relevante para a gente é o da Revolução de 1932, que (falando muito simplificadamente aqui) em São Paulo é muitas vezes apresentada como uma revolução “libertária”, contra ditadura e coronelismos. Enquanto isso, a visão nordestina sobre o mesmo fato histórico é bastante diferente: o movimento paulista é visto como um movimento que visa a retomada dos privilégios da oligarquia paulista, sempre aferrada ao poder. Sobre esse tema específico, encontramos um pequeno tesouro no livro “História do Brasil em Cordel”, de Mark Currain (EDUSP, 2001). O livro é interessante por ter sido escrito por um historiador norte-americano, que por sua origem está naturalmente desvinculado de uma eventual visão “nortista” ou “sulista” do Brasil (escrevo assim lembrando que os próprios brasileiros adotaram por muito tempo essa divisão simplista Norte/Sul, incluindo todo o Nordeste no primeiro e todo o Sudeste no segundo).
Na Mostra Urbana de Teatro do Espaço Cultural Flávio Craveiro, foram experimentadas diversas mudanças em relação à estreia:
i) As notícias/dados do IBGE passaram para o início da apresentação (antes ficavam no encerramento);
ii) Escrevi mais um trecho de narrativa em cordel para a parte final da apresentação, falando da viagem que muitos fizeram para "o Sul" (aí compreendidos todos os Estados que ficam "ao Sul do Nordeste");
iii) Para trabalhar a naturalidade da narrativa, sugerimos às moças a realização de atividades ligadas à vida no campo, durante a narração. Mari e Sílvia propuseram trabalhar com milho e mandioca (culturas muito significativas no sertão);
A recepção foi boa, dizem (pena que não pude estar presente, por conta da cirurgia). Mas, claro: de lá pra cá, várias outras ideias vieram ganhando corpo...
Na sequência dos estudos, bom deixar registrada a relevância dos papos com Antonio Carlos Guimarães, sociólogo e professor da Univap, abordando temas como as diferentes visões da História do Brasil. Um exemplo particularmente relevante para a gente é o da Revolução de 1932, que (falando muito simplificadamente aqui) em São Paulo é muitas vezes apresentada como uma revolução “libertária”, contra ditadura e coronelismos. Enquanto isso, a visão nordestina sobre o mesmo fato histórico é bastante diferente: o movimento paulista é visto como um movimento que visa a retomada dos privilégios da oligarquia paulista, sempre aferrada ao poder. Sobre esse tema específico, encontramos um pequeno tesouro no livro “História do Brasil em Cordel”, de Mark Currain (EDUSP, 2001). O livro é interessante por ter sido escrito por um historiador norte-americano, que por sua origem está naturalmente desvinculado de uma eventual visão “nortista” ou “sulista” do Brasil (escrevo assim lembrando que os próprios brasileiros adotaram por muito tempo essa divisão simplista Norte/Sul, incluindo todo o Nordeste no primeiro e todo o Sudeste no segundo).
(continua)
Utilidade pública: alguns dados sobre São José dos Campos
Alguns dados atualizados (São José dos Campos, agosto de 2011):
- Salário do prefeito (Eduardo Cury, PSDB): acaba de ser aprovado aumento na Câmara Municipal; o novo valor supera R$19mil (+ extras)
- Salário dos vereadores: acaba de ser aprovado aumento na Câmara Municipal; o novo valor fica em torno de R$13mil (+ extras)
Obs. importante: os "extras" chegam a quase R$24mil.
A única votação realizada na sessão de 25/8/2011 na Câmara Municipal joseense definia quem era a favor do aumento do salário dos vereadores (o aumento do prefeito já havia sido autorizado pela mesma Câmara).
Segue o resultado da votação (toda a bancada do prefeito Eduardo Cury apoiou o aumento):
![]() |
| (Fonte: jornal "O Vale", 26/08/2011, S.J.Campos) |
- Estimativa: numa média de 10 sessões de trabalho por mês, cada "dia trabalhado" de um vereador custa aos cofres públicos mais de R$1000
- Jornada de trabalho dos vereadores: em 25/08/2011, a sessão na Câmara Municipal teve apenas 5 minutos (das 18h45 às 18h50)
- Número de vereadores: a Câmara admite que estuda o aumento do número de vereadores, o que facilitaria a reeleição
* Todos os comentários enviados serão publicados neste blog.
Assinar:
Postagens (Atom)






