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3 de julho de 2011

O artista cidadão


     Sobre (des)organização e (falta de) apoio a cultura, quero dar um toque: acho que a coisa não é pessoal, não tem a ver com o tipo de trabalho nem com a cidade - infelizmente já tô quase achando que talvez não se resolva nem com o voto, apenas (claro que o voto ajuda, e muito). Perdão dizer isso, não quero parecer pessimista, mas escutem isso: 
1) numa cidade de administração progressista próxima da gente, nos últimos 2 meses, 2 grupos de amigos nossos tiveram apresentações canceladas aparentemente por confusão de agenda (parece que marcaram mais de uma coisa no mesmo dia e local).
2) recebi recentemente contato de artistas se queixando do pouco espaço dado pela prefeitura - de uma capital do Nordeste! - às artes populares.
     Diante disso, o que fazer? Legal a gente trocar ideias. Parece que é hora realmente de tentar unir experiências e forças, mas não necessariamente buscando confronto.
     O essencial: NÃO precisamos ser reféns de nada, entendem? Esse ponto está no ar desde um debate ocorrido aqui e SJC ano passado e acho que talvez inda valha (muito) a pena falar sobre.
     Artista é cidadão. A falta de respeito fundamental(ista) que nos assola hoje em dia nem é contra o artista: é contra o nordestino, o gay, o negro... e por aí afora. Então, o artista se insere dentro desse cordão de cidadãos comuns que busca respeito e justiça e que tem professores, comerciantes, faxineiras, feirantes, médicos, operários, jornaleiros etc etc.
     Junto a gente fica forte: ninguém pode colocar uma classe ou etnia ou cidade ou estado ou país como refém.
     Vamos trabalhar? Juntos?
   "Pero sin perder la ternura jamás!", como disse
Che (e continua dizendo, através da voz de muitos).

Um comentário:

  1. Essencial: não precisamos ser reféns de nada, não precisamos de artitas agindo como "vítimas" (como acontece aqui em SJC), não precisamos de gente que só fala, fala, fala.... Precisamos sim de gente que age ativamente, trabalha e mostra a que veio (como você, Paulo). Ando cansado dos que só reclamam. Isso realmente nã leva a nada. Abraço!

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